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A Existência de Allah (Deus) e Sua Unidade

Atualizado: Jun 26

Colocado no site em 13.10.2005 Autor: M.Fethullah Gülen

A existência de Allah está muito evidente para necessitar de argumentos. Alguns sábios têm afirmado que Allah é o Ser mais manifesto, mas aqueles desprovidos de visão não conseguem vê-Lo. Outros têm dito que a Sua intensa Auto Manifestação O oculta da percepção direta.


Porém, a influência massiva do positivismo e do materialismo sobre a ciência e sobre todas as pessoas dos séculos recentes torna se necessário discutir tais argumentos. Como isso prevalece agora o ponto de vista “científico” reduz a existência ao que é percebido diretamente, ignorando as vastas dimensões invisíveis da existência. Para remover o véu resultante devemos rever sucintamente várias tradicionais demonstrações da necessária existência de Allah.

Antes de fazermos isso, vamos refletir em um simples fato histórico: Desde o início da vida humana, a maioria esmagadora da humanidade acredita que Allah existe. A crença por si é suficiente para estabelecer a existência de Allah. Os incrédulos não podem alegar que são mais inteligentes do que os crentes. Alguns dos mais inovadores cientistas, eruditos, pesquisadores foram e são crentes, como são os experts de campo: todos os profetas e sábios religiosos. Em adição, as pessoas, geralmente confundem a não aceitação da existência de algo com a aceitação de sua não existência. Enquanto a primeira assertiva é apenas a negação ou a rejeição, a última é um julgamento que requer prova. Ninguém nunca provou a não existência de Allah, porque fazer isso é impossível enquanto incontáveis argumentos provam a Sua existência.


Esse ponto deve ser esclarecido através da seguinte comparação: Imagine um palácio com 1000 entradas, 999 delas estão abertas e uma parece estar fechada. Dado isso, seria irracional alegar que o palácio é inacessível. Os incrédulos confinam sua atenção e a de outros apenas na porta que parece estar fechada. As portas da existência de Allah estão abertas para todos, contanto que sinceramente desejem entrar por elas. Algumas dessas portas – demonstrações da existência de Allah – são como segue:


ARGUMENTOS TRADICIONAIS PARA A EXISTÊNCIA DE ALLAH


Tudo é contingência, uma vez que é igualmente possível que poderá existir ou não. Qualquer coisa pode existir a qualquer tempo e lugar, em qualquer forma e com qualquer característica. Nenhuma coisa ou nada tem o papel de determinar o meio, o tempo e o local de vir a existir, ou suas características e feições.Por isso, deve haver um poder que escolhe entre a existênciae a não existência da coisa, dando-lhe únicas características.Este poder deve ser infinito, ter vontade absoluta e todo oconhecimento compreensivo. Necessariamente é Allah.


Tudo muda. Portanto é contido no tempo e espaço, significando que começa e termina. Que aquele que tem começo necessita de alguém sem começo para trazê-lo para a existência, porque ele não pode originar a si mesmo, e isso iria requer uma infinita regressão de originadores. Como a razão não consegue aceitar tal situação, há necessidade de um Originador infinitamente autoexistente, auto subsistente e imutável. Este criador original é Allah.


A vida é um enigma (cientistas não conseguem explicar isso com causas materiais ou descobrir sua origem) e transparente (isso demonstra um poder criativo). Supondo isso, a vida declara: “Allah criou-me.”


Tudo que existe, e o universo como um todo, exibe uma magnífica harmonia e ordem em si e em sua correlação. Aexistência de uma parte necessita da existência do todo, e o todorequer a existência de todas as partes de sua própria existência.Por exemplo, uma célula desfigurada pode destruir todo ocorpo. Da mesma forma, uma romã requer a colaborativa e acooperativa existência do ar, da água, do solo e do sol, bem como sua mútua e bem equilibrada cooperação para a sua existência. Essa harmonia e cooperação apontam para um criador de ordem, que conhece a correlação e as características de tudo, e que pode ordenar tudo. O criador desta ordem é Allah.


Toda a criação exibe um irresistível talento de deslumbrante valor. Imediatamente é criado como o vemos, com grande facilidade e velocidade. Além disso, a criação é dividida em inumeráveis famílias, gêneros, espécies e mesmo grupos menores, cada um existindo em grande abundância. Apesar disso, nada vemos além da ordem, arte e naturalidade na criação. Isso mostra a existência de alguém com absoluto poder e conhecimento, que é Allah.


Tudo que foi criado tem um propósito. Tome um exemplo da ecologia. Cada coisa, não importa quão aparentemente insignificante seja, tem um significativo papel e propósito. A corrente da criação, até a humanidade, seu último elo está claramente direcionado para um propósito final. O propósito da árvore frutífera é produzir frutas, e por toda a sua vida está direcionada para aquele objetivo. Da mesma forma, a “árvore da criação” produz humanidade como seu objetivo final e mais compreensivo fruto. Não é em vão; pelo contrário, cada item, atividade e evento têm muitos propósitos. Isso requer alguém inteligente que busca certos propósitos na criação. Uma vez que somente a humanidade consegue entender esses propósitos, a sabedoria e o propósito na criação apontam necessariamente para Allah.


Os seres vivos e inanimados não conseguem encontrar a maior parte de suas próprias necessidades por si só. Por exemplo, o universo pode operar e se manter apenas com as leis universais como crescimento e reprodução, atração e repulsão. Mas esses chamados “leis naturais” não têm existência real externa, visível ou material; são nominais. Como pode algo nominal, completamente destituído de conhecimento e consciência, ser responsável por tal miraculosa criação que requer poder absoluto e conhecimento absoluto, sabedoria, escolha e preferência? Dessa forma, quem possuir todos esses atributos estabeleceu essas “leis naturais” e as usa como véu para cobrir Suas operações para certo propósito.


● As plantas necessitam do ar e da água, bem como do calor e da luz para sobreviverem. Podem elas suprir as suas próprias necessidades? As necessidades humanas são infinitas. Felizmente, todas as nossas necessidades essenciais, desde o nosso início no ventre da mãe até a morte são encontradas por alguém capaz de encontrá-las e escolher para fazê-lo. Quando ingressamos nesse mundo encontramos tudo preparado para suprir as nossas necessidades das faculdades sensoriais, intelectuais e espirituais. Isso mostra claramente que aquele que é infinitamente misericordioso e sábio provê para todas as criaturas na forma mais extraordinária, e faz com que todas as coisas colaborem para isso.

Todas as coisas no universo, não importa a distância entre elas, ajudam-se. Essa ajuda mútua é tão compreensiva que, por exemplo, quase todas as coisas, entre eles o ar, a água, o fogo e o solo, o sol e o céu, nos ajudam numa extraordinária pré-arranjada maneira. Nossas células do corpo, membros e sistemas trabalham juntos para nos conservar vivos. O solo, o ar, a água, o calor e as bactérias cooperam um com o outro para beneficiar as plantas. Tais atividades que exibem o conhecimento e o propósito consciente, com seres inconscientes mostram a existência de um miraculoso arranjador. Esse alguém é Allah.


Antes de a humanidade começar a poluir o ar, a água e o solo, o mundo natural era limpo e purificado continuamente. Mesmo agora, ele continua preservando sua pureza original em muitas regiões, principalmente onde a vida moderna não se estabeleceu. Você já imaginou porque a natureza é tão limpa? Porque as florestas são tão limpas, apesar de muitos animais morrerem nelas todo dia? Se todas as moscas que nascem durante o verão sobrevivessem, a terra estaria totalmente coberta com camadas de moscas mortas. Nada se perde na natureza. Cada morte é o início de um novo nascimento. Por exemplo, um corpo morto decompõe e é integrado ao solo. Os elementos morrem e são revitalizados em plantas; As plantas morrem nos estômagos dos animais e pessoas e são promovidos para um grau mais elevado da vida. Esse ciclo de morte e vida é um dos fatores que conservam o universo limpo e puro. As bactérias e os insetos, o vento e a chuva, os buracos negros e o oxigênio dos corpos orgânicos, todos sustêm a pureza universal. Essa pureza aponta para O Único cujos atributos incluem limpeza e pureza.


Os inumeráveis seres humanos que vivem desde que Adão e Eva foram criados. A despeito de sua origem comum - um esperma e um óvulo, formados pelo mesmo alimento consumido pelos pais – e serem compostos da mesma estrutura ou elementos ou organismos, cada pessoa tem uma única fisionomia. A ciência não consegue explicar isso. Não pode ser explicado pelo DNA ou cromossomos, uma vez que essa diferença data da primeira diferença dos indivíduos no mundo. Além disso, essa diferença não está apenas na fisionomia. Todos os seres humanos são singulares em características, desejos, ambições e capacidade etc. Enquanto os membros da espécie animal são quase iguais e não mostram diferença no comportamento, cada ser humano parece uma espécie diferente que tem seu próprio mundo dentro do mundo mais amplo da humanidade. Isso mostra, obviamente, alguém Absoluto e Onisciente: Allah.


Nós, seres humanos, precisamos de aproximadamente 15 anos para direcionar as nossas vidas e compreender o que é bom e o que é mal. Muitos animais, porém, adquirem esse conhecimento logo depois que nascem. Por exemplo, os patos conseguem nadar logo depois que nascem, e as formigas começam cavar ninhos no chão quando deixam seus casulos. As abelhas e as aranhas aprendem rapidamente como fazer seus favos de mel e suas teias, respectivamente, que são maravilhas de trabalhos manuais que nós não conseguimos reproduzir. Quem ensina as pequenas enguias, nascidas nas águas da Europa encontrem seu caminho para o lar de seus ancestrais no pacífico? A migração dos pássaros permanece um mistério. Como se explicam esses fatos estupefacientes a não ser atribuindo-os ao ensinamento ou à orientação de quem é Onisciente e tem arranjado o universo e seus habitantes de forma que toda criatura possa direcionar a sua vida?


Apesar de enormes avanços científicos, continuamos não podendo explicar a vida. A vida é um presente do Vivente, Que “insufla” um espírito em cada embrião. Conhecemos muito pouco sobre a natureza do espírito e a relação com o corpo, mas a nossa ignorância não significa que o espírito não existe. O espírito é enviado para cá para aperfeiçoar-se e adquirir um estado apropriado para a Outra Vida.

A nossa consciência é o centro das nossas inclinações quanto ao certo e o errado. Cada um sente essa consciência de vez em quando, e a maior parte das pessoas está inclinada a voltar para Allah em certas ocasiões. Para nós, essa inclinação e crença n’Ele é intrínseca. Mesmo que conscientemente negamos a Allah, a nossa crença inconsciente n’Ele ocasionalmente se mostra. O Alcorão menciona isso em vários versículos:


“Ele é Quem vos encaminha na terra e no mar. Quando se acham em naves e estas singram o oceano ao sabor de um vento favorável, regozijam-se. Mas, quando os açoita uma tormenta e as ondas os assaltam por todos os lados, e creem naufragar, então imploram sinceramente a Allah: Se nos salvares deste perigo, contar-nos-emos entre os agradecidos!” (10:22).


“E (Abraão) os reduziu a fragmentos, menos o maior deles, para que, quando voltassem, se recordassem dele. Perguntaram, então: Quem fez isto com os nossos deuses? Ele deve ser um dos injustos! Disseram: Temos conhecimento de um jovem que falava deles. É chamado Abraão. Disseram: Trazei- o à presença do povo, para que testemunhem. Perguntaram: Foste tu, ó Abraão, que fizeste isso com os nossos deuses? Respondeu: Não! Foi o maior deles. Interrogai-os, pois, se é que podem falar inteligivelmente. E confabularam, dizendo entre si: Em verdade, vós estais em erro. Logo voltaram a cair em confusão e disseram: Tu bem sabes que eles não falam. Então, (Abraão) lhes disse: Porventura, adorais, em vez de Allah, quem não pode beneficiar-vos ou prejudicar-vos em nada? Que vergonha para vós e para os que adorais, em vez de Allah! Não raciocinais? Disseram: Queimai-o e protegei os vossos deuses, se o puderdes (de algum modo)!” (21:58-68).


Assim, o espírito humano e a consciência são um forte argumento para a existência de Um só Deus.


Os seres humanos são naturalmente propensos ao bem e ao belo, à virtude moral e são adversos ao mal e ao que é feio. Portanto, a menos que sejamos corrompidos por fatores e condições externos, procuramos naturalmente bens universais e valores morais. Esses se tornam as mesmas virtudes e moralidades promulgadas por todas as reveladas religiões divinas. Como a história testemunha,a humanidade sempre teve uma espécie de religião.Uma vez que nenhum sistema suplantou a religião na vida humana, os profetas e as pessoas religiosas sempre nos influenciaram ao máximo e deixaram marcas indeléveis em nós. Esta é outra irrefutável prova para a existência de Um só Deus.


Sentimos muitas intuições e emoções que são mensagens do reino imaterial. Entre nós, a intuição pela eternidade faz surgir em nós um desejo por eternidade que nós nos empenhamos para obter apenas através de crenças e adoração ao Ser Eterno que nos inspira. A verdadeira felicidade humana repousa na satisfação desse desejo por eternidade.


Quando alguns mentirosos veem a nós várias vezes e nos dizem as mesmas coisas, podemos, na ausência de informações fidedignas, acreditar neles. Mas, quando dezenas de milhares de profetasque nunca mentiram, centenas de milhares de religiosos, e milhões de crentes, todos tenham adotado a veracidade como o pilar essencial da crença, e concordam na existência de Deus, é racional rejeitar o seu testemunho e aceitar a declaração individualde alguns mentirosos?


As provas para a origem divina do Alcorão são também provas para a existência de Allah.1 O Alcorão ensina com grande ênfase e enfoque, como também fazem os bíblicos Velho e Novo Testamentos, a existência de Deus. Além disso, dezenas de milhares de profetas foram enviadas para guiar a humanidade para a verdade. Todos eles foram conhecidos por sua veracidade e outras louváveis virtudes, e todos deram prioridade de pregarem a existência e a Unicidade de Deus.

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