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Destino e Livre-Arbítrio Humano

Colocado no site em 22.10.2006

Autor M.Fethullah Gülen


A existência do livre-arbítrio humano é assegurada nos seguintes termos:

• Nós sentimos remorso quando fazemos algo errado. Nós imploramos pelo perdão de Deus pelos nossos pecados. Se nós importunamos ou ferimos alguém, pedimos àquela pessoa que nos desculpe. Estas ações mostram que nós escolhemos agir de uma forma específica. Se nós não pudéssemos escolher nossas ações e fôssemos compelidos a fazê-las por um poder superior, por que deveríamos sentir remorso e buscar perdão por qualquer coisa?

• Nós escolhemos mover nossas mãos, falar, ou ficar de pé para ir a algum lugar. Nós decidimos ler um livro, assistir televisão, ou rezar a Deus. Nós não somos forçados a fazer nada, nem estamos de alguma forma remotamente controlados por um poder superior invisível.

• Nós hesitamos, raciocinamos, comparamos, avaliamos, escolhemos, e depois decidimos fazer algo. Por exemplo, se nossos amigos nos convidassem para ir a algum lugar ou fazer algo, nós primeiro passariamos por esse processo mental e depois decidiriamos se os acompanhariamos ou não. Nós repetimos esse mesmo processo talvez 100 vezes ao dia.

• Quando nós somos injustiçados, algumas vezes processamos aquele que nos injustiçou. A corte não atribui o mal feito a um poder superior compulsivo como Destino, e nem nós o fazemos. O acusado não se desculpa culpando esse poder. Pessoas virtuosas e más, aqueles que são promovidos a altos níveis sociais altos e aqueles que são punidos por seus crimes—tudo isso prova que cada um de nós tem livre-arbítrio.

• Apenas os insanos não são responsabilizados por seus atos. A razão humana e outras faculdades mentais pedem que decidamos e atuemos livremente; os resultados vistos em nossas vidas provam a verdade dessa asserção. Sem livre-arbítrio, a razão humana e outras faculdades não tem nenhum significado.

• Animais não têm poder de vontade, e portando agem sob a liderança de Deus (“instinto”, de acordo com a ciência materialística). Por exemplo, abelhas sempre constroem colméias hexagonais. Já que elas não têm nenhum poder de vontade, elas nunca sequer tentam construir colméias triangulares ou um ninho. Mas nós consideramos muitas alternativas antes de atuarmos ou falarmos. Nós também somos livres para ocuparmos nossas mentes, o que fazemos quando confrontados com emergências ou novas e melhores propostas. Isso também indica o nosso livre-arbítrio.

A Natureza do Nosso Livre-Arbítrio. Nosso livre-arbítrio não é visível e não tem nenhuma existência material. Contudo, tais fatores não tornam sua existência impossível. Todos têm dois olhos (físicos), mas nós também podemos ver com o nosso terceiro olho (espiritual). Nós usamos os primeiros para ver coisas neste mundo; usamos o último para ver coisas além dos eventos desse mundo. Nosso livre-arbítrio é como nosso terceiro olho, o qual você pode chamar de intuição. É uma inclinação ou força interior através da qual temos preferências e decidimos.

Nós desejamos e Deus cria. Um projeto ou uma planta de um prédio não tem nenhum valor ou uso a não ser que você comece a construir o prédio de acordo com ela, para que assim ele se torne visível e sirva muitos propósitos. Nosso livre-arbítrio parece com esse plano, porque nós decidimos e agimos de acordo com ele, e Deus cria nossas ações como um resultado de nossas decisões. Criar e agir são coisas diferentes, A criação de Deus significa que Ele dá existência real para as nossas escolhas e ações neste mundo. Sem a criação de Deus, nós não podemos agir.

Para iluminar um magnífico palácio, devemos instalar um sistema de luz. Contudo, o palácio não pode ser iluminado até que apertemos o interruptor que liga as luzes. Até que façamos isso, o palácio continuará escuro. Semelhamente, cada homem e mulher é um magnífico palácio de Deus. Nós somos iluminados pela crença em Deus, que tem nos suprido com o sistema de luz necessário: intelecto, razão, bom senso, e as habilidades para aprender, comparar, e ter preferências.

Natureza e eventos, assim como religiões divinamente reveladas, são como a fonte de eletricidade que ilumina esse palácio divino do individuo humano. Se nós não usarmos nosso livre-arbítrio para apertar o interruptor, nós continuaremos no escuro. Ligar a luz significa pedir a Deus que nos ilumine com fé. Numa maneira semelhante como um servo na porta de seu mestre, nós devemos pedir ao Senhor do Universo que nos ilumine e assim nos faça um “rei” ou uma “rainha” no universo. Quando nós fazemos isso, O Senhor do Universo nos trata de uma maneira semelhante a Ele mesmo, e nos promove a um nível de regente sobre os reinos da criação.

Deus leva nosso livre-arbítrio em consideração quando lida conosco e nossos atos, e depois o usa para criar nossos feitos. Dessa forma nós nunca somos vítimas do Destino ou injustiçados pela nossa Sina. Mesmo que nosso livre-arbítrio seja insignificante quando comparado com os atos criativos de Deus, ainda é a causa de nossos feitos. Deus faz coisas grandes de diminutas partículas, e cria muitos resultados importantes de forma simples. Por exemplo, Ele faz um enorme pinheiro de uma pequenina semente, e usa nossas inclinações ou livre escolha para preparar nossa eterna felicidade ou punição.

Para melhor entendermos nosso papel, e o do nosso poder de vontade, em nossos atos e realizações, considere a comida que consumimos. Sem solo e água, ar e o calor do sol, não poderíamos produzir ou criar apesar de nossa avançada tecnologia. Nós não teríamos nenhum alimento. Nós não podemos produzir nem uma semente de milho seuquer. Nós não criamos nosso corpo, do qual não podemos controlar uma única parte, ou estabelecer sua relação com o alimento. Por exemplo, se nós tivéssemos que dar corda no nosso coração como um relógio numa hora fixa toda manhã, por quanto tempo sobreviveríamos?

Obviamente, quase todas as partes de todo o complexo e harmonioso universo, o qual é um organismo muito desenvolvido, trabalham juntas de acordo com as mais delicadas medidas para produzir um bocado de alimento. Dessa forma, o preço desse bocado é quase tanto quanto o preço de todo o universo. Como nós poderíamos pagar tal preço, quando nosso papel na produção desse bocado é absolutamente negligenciável, consistindo não mais que o nosso próprio esforço?

Poderemos um dia agradecer a Deus suficientemente por pelo menos um bocado de alimento? Se pelo menos uma foto de uvas nos fosse mostrada, poderíamos todos nós trabalharmos juntos e produzi-las? Não. Deus nos nutre com Sua abundância, pedindo em retorno muito pouco. Se ele nos dissesse para fazermos 1.000 racás (unidades) de oração por um pouco de trigo, nós teríamos que fazê-lo. Se Ele mandasse uma gota de chuva em troca de um racá, nós teríamos que passar a nossa vida toda rezando. Se você fosse deixado no calor abrasante do deserto, você não daria qualquer coisa por um único copo d’água?

Como podemos agradecê-Lo suficientemente por cada membro corporal? Quando vemos pessoas doentes ou desabilitadas em hospitais, ou quando nós mesmos estamos doentes, entendemos quão valiosa é uma boa saúde. Mas podemos algum dia agradecer a ele suficientemente por suas bênçãos? A adoração que Deus Todo-poderoso nos ordena fazer é, de fato, para o nosso benefício pessoal e refinamento espiritual, e da mesma forma para uma boa vida pessoal e coletiva. Além do mais, se acreditarmos e adorarmos a Deus, Ele nos recompensa com infinita felicidade e abundância no Paraíso.

Em soma: Quase tudo que temos nos é dado por praticamente nada, e nossa parte na recompensa que desfrutamos é, portanto, bem negligenciável. Semelhmente, nosso livre-arbítrio é igualmente negligenciável quando comparado com o que Deus Todo-poderoso cria de nosso uso dele. Apesar da fraqueza de nosso livre-arbítrio e nossa inabilidade de realmente entendermos sua verdadeira natureza, Deus cria nossas ações de acordo com as escolhas e decisões que fazemos através dele.

Destino Divino É Compatível com o Livre-Arbítrio Humano [*]. Por toda a história, pessoas tentaram distinguir ou reconciliar Vontade Divina e livre-arbítrio humano. Alguns negaram o livre-arbítrio, enquanto outros alegaram que nós criamos nossas próprias ações e por essa razão ignoram o Destino. Contudo, como o Islã é o caminho intermediário em tudo, ele proclama que o Destino Divino domina a existência, incluindo o reino humano, mas podemos usar nosso livre-arbítrio para direcionar nossas vidas.

O Alcorão expressa a verdadeira natureza dessa relação da seguinte forma: Certamente, não é mais do que uma mensagem, para o Universo, para quem de vós se quiser encaminhar. Porém, não vos encaminhareis, salvo se Allah, o Senhor do Universo, assim o permitir. (81:27–29). Estes versos atribuem absoluta Soberania a Deus Todo-poderoso, mas não negam o livre-arbítrio humano. Em outro verso, lemos que Deus cria você e qualquer coisa que você fizer (37:96).

Outros versos falam de um compromisso entre nós e Deus, e abertamente declara que nós dirigimos a história: Cumpri o vosso compromisso, que cumprirei o Meu compromisso (2:40); Ó crentes, se socorrerdes a Allah, Ele vos socorrerá e firmará os vossos passos (47:7); Ele jamais mudará as condições que concedeu às pessoas, a menos que elas mudem o que há em seus íntimos (13:11).

Exceto pela humanidade e gênios, ambos os quais têm livre-arbítrio e devem prestar contas por seus atos, o Destino Divino é o único fator absolutamente dominante na existência.

Para reconciliar Destino e livre-arbítrio humano, considere o seguinte:

• Destino é um título para o Conhecimento Divino. O Conhecimento de Deus compreende tudo dentro e além do tempo e espaço. Se o seu conhecimento permitir que você saiba de antemão que uma certa coisa vai acontecer num certo tempo futuro, sua “predição” se tornará realidade. Mas isso não significa que seu conhecimento prévio o fez acontecer. Já que cada coisa e evento são compreendidos no Conhecimento de Deus, Ele escreve o que acontecerá num dado tempo e lugar, e assim acontece. O que Deus escreve e o que fazemos são exatamente a mesma coisa; não porque Deus o escreve e então nos força a fazê-lo, mas porque nós o desejamos e depois o fazemos.

Por exemplo: Um trem viaja entre Istambul e Ancara. Considerando sua velocidade e características, a condição da estrada de ferro, a distância entre as duas cidades, e também o número de estações ao longo do caminho e quanto tempo deve ser gasto em cada uma delas, uma escala de horários pode ser preparada. Essa escala de horários faz com que o trem viaje?

O tempo e duração de eclipses solares e lunares são sabidos e escritos antecipadamente baseados em cálculos astronômicos. Tal pré-conhecimento e documentação causam os eclipses? Claro que não. Já que astrônomos sabiam antecipadamente quando o eclipse ocorreria, eles o documentaram. A mesma relação existe entre Destino e livre-arbítrio humano.

• Nosso livre arbítrio está incluído no Destino. Por exemplo, alguém pergunta a você se o relógio na sala ao lado está funcionando. Você o ouve e responde afirmativamente. O que pergunta não precisa perguntar se seus ponteiros estão se movendo, porque se o relógio estiver funcionando, suas engrenagens estarão funcionando e seus ponteiros se movendo. De forma análoga, Destino e livre-arbítrio humano não são mutuamente exclusivos. Nós não somos nem folhas secas sopradas pelo vento do Destino nem completamente independente d’Ele. Da mesma forma que o Islã sempre segue o caminho intermediário, ele explica a verdadeira relação entre Destino e nosso livre-arbítrio: nós desejamos e fazemos algo, e Deus o cria.

• Na visão do Destino, causa e efeitos não podem ser separados. Isto é, é destinado que esta causa produzirá aquele efeito. Mas nós não podemos argumentar que matar alguém está certo porque a vitima estava destinada a morrer naquela hora ou lugar, e teria morrido de qualquer forma mesmo se ele ou ela não tivesse levado um tiro. Tal argumento é sem fundamento, visto que a vítima é na verdade destinada a morrer como um resultado de levar um tiro. O argumento que a vítima teria morrido mesmo se não tivesse levado um tiro significaria que esta morte foi sem sentido. Como nós explicaríamos tal morte? Lembre que não existem dois tipos de Destino, um para a causa e o outro para o efeito. Destino é um só.

* A maioria dos orientalistas ocidentais acusa o Islã de ser fatalístico, apesar de que apenas um pequeno grupo islâmico — o Jabriya — já defendeu o fatalismo. Ao contrário, quase todas as filosofias ocidentais da história e, de certa forma, o cristianismo, são fatalísticos e baseados na suposta irresistibilidade das leis históricas. A essência dessas filosofias da história pode ser resumida como se segue:

• A humanidade está firmemente progredindo na direção do final feliz definitivo.

• Esse progresso depende das fatalísticas leis irresistíveis da história, que são completamente independentes da humanidade. Por isso, devemos obedecer estas leis se nós não quisermos ser eliminados.

• Nós não podemos criticar os estágios (ex.: primitivo, feudal, capitalista) através dos quais devemos inevitavelmente passar, porque não temos nada a fazer a não ser passar por eles.

Tais visões implicam o seguinte: As presentes condições socioeconômicas e até as políticas são inevitáveis, porque elas foram ditadas pela natureza, a qual decreta que apenas os aptos e os poderosos podem sobreviver. Se essas leis favorecem o ocidente, as comunidades que escolherem sobreviver devem ceder ao domínio do ocidente.

O que distingue o conceito corânico da história de outras filosofias é o seguinte:

• Enquanto filósofos da história ou sociologistas constroem suas concepções sobre a interpretação dos eventos passados e situações presentes, o Corão lida com a questão da perspectiva dos princípios imutáveis.

• O Alcorão enfatiza dá ênfase à livre escolha comunitária e individual e à conduta moral. Apesar da que Vontade Divina pode ser considerada como, em alguns aspectos, o oposto de Geist na filosofia Hegeliana e de leis de história incapáveis e absolutas em outras filosofias, o Corão nunca nega o livre-arbítrio humano. Deus testa a humanidade aqui para que ela semeie o “campo” do mundo para colher na próxima vida, a qual é eterna. Por essa razão, tudo que acontece aqui são acontecimentos que Deus proporciona um atrás do outro para que pessoas más e boas possam ser distinguidas. Testar requer que a pessoa que está testada tenha livre-arbítrio para escolher. Assim, de acordo com o Corão, nós somos os que fazemos a história, não uma Vontade Divina persuasiva. Deus simplesmente usa nossas escolhas para pôr Sua vontade universal em prática. Se esse assunto é compreendido, as filosofias ocidentais da história e sua concepção de algum “fim inevitável” são vistas como sem fundamentos.

• As pessoas tendem a imaginar, excluindo a si mesmas da passagem do tempo, um limite para o tempo passado se estendendo através de uma certa corrente de coisas. Elas chamam isto de azal (eternidade passada). Mas, pensar de acordo com tal idéia é inaceitável. Para melhor entender esse assunto sutil, considere o seguinte:

Imagine que você está segurando um espelho em suas mãos. Tudo refletido a direita representa o passado, enquanto tudo refletido a esquerda representa o futuro. O espelho pode refletir apenas uma direção, já que ele não pode mostrar ambos os lados de uma só vez enquanto você o segura. Se você quiser ver ambas as direções simultaneamente, você teria que levantar bem acima sua posição original para que assim esquerda e direita se unissem em uma direção e nada poderia ser chamado de primeiro ou último, começo ou fim.

Destino Divino, em alguns aspectos idêntico com o Conhecimento Divino, é descrito em um dizer profético como o que contém todo o tempo e eventos como um único ponto, onde primeiro e último, começo e fim, o que aconteceu e o que vai acontecer estão todos unidos num só. Já que não estamos excluídos dele, nossa compreensão de tempos e eventos poderia ser como um espelho para o passado.

• Nós não criamos nossas ações. Se na verdade assim o fizéssemos, nós teríamos que ser suas causas supremas. Se esse fosse o caso, não poderíamos ter livre-arbítrio, porque, de acordo com a lógica, algo existe se sua existência é absolutamente necessária e todas as condições necessárias estão preparadas para sua existência. Portanto, o que vier a existir tem que ter uma causa completa e real, mas uma causa completa faria a existência de algo compulsório, significando que não haveria espaço para escolha.

• Apesar de que o nosso livre-arbítrio não pode fazer com que algo aconteça, Deus Todo-poderoso fez de sua operação uma simples condição para pôr Sua Vontade universal em prática. Ele usa o nosso livre-arbítrio para nos guiar na nossa direção escolhida, e portanto nós somos responsáveis por nossas ações. Se você colocar sua filha nos seus ombros e, a pedido dela, levá-la pra fora, ela pode pegar um resfriado. Ela poderia culpá-lo por seu resfriado? De fato, você pode até puni-la pelo seu pedido. De uma maneira semelhamente, Deus Todo-poderoso, o Mais Justo dos Juízes, nunca obriga Seus servos a fazer nada, e assim faz Sua Vontade um tanto dependente do livre-arbítrio humano.

Você pode resumir a discussão até agora em sete pontos:

  1. Destino Divino, também chamado de determinação e providência Divina, domina o universo, mas não cancela nosso livre-arbítrio.

  2. Uma vez que Deus está além do tempo e espaço e tudo está incluído em Seu Conhecimento, Ele engloba o passado, presente, e futuro como um ponto unido e indivisível. Por exemplo: Se você está numa sala, sua visão está restrita à sala. Se você olhar de um ponto mais alto, você pode ver toda a cidade. Conforme você sobe mais e mais alto, sua visão continua a se ampliar. A Terra, quando vista da lua, aparenta ser uma pequena bolinha de gude azul. É a mesma coisa com o tempo.

  3. Já que todo o tempo e espaço estão incluídos no Conhecimento de Deus como um único ponto, Deus registrou tudo que vai acontecer até o Dia do Julgamento. Anjos usam esse registro para preparar um registro menor para cada indivíduo.

  4. Nós não fazemos algo porque Deus o registrou; Deus sabia de antemão o que faríamos e, por isso, o registrou.

  5. Não existem dois destinos: um para a causa, o outro para o efeito. Destino é um e se relaciona simultaneamente com a causa e o efeito. Nosso livre-arbítrio, que causa nossos atos, está incluído no Destino.

  6. Deus nos guia a coisas e ações boas, e nos permite e nos aconselha a usar nossa força de vontade para o bem. Em troca, Ele nos promete felicidade eterna no Paraíso.

  7. Nós temos livre-arbítrio, apesar de que não contribuirmos quase nada para nossos atos. Nosso livre-arbítrio, se não usado corretamente, pode nos destruir. Portanto, ao rezando a Deus, devemos usá-lo para beneficiar a nós mesmos. Isto tonrará possível nós aproveitarmos as bênçãos do Paraíso, um fruto da corrente de bons feitos, e alcançar a felicidade eterna. Além disso, devemos sempre buscar o perdão de Deus para que assim nos possamos nos abster do mal e sermos salvos dos tormentos do Inferno, um fruto da amaldiçoada corrente de feitos do mal. Rezar e confiar em Deus fortalece muito nossa tendência para o bem, e ao arrependimento e procurar o perdão de Deus enfraquece e até destrói, nossa tendência para o mal e a transgressão.


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