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Existe O Livre-Arbítrio Humano ?

Atualizado: 7 de out. de 2021

Colocado no site em 22.10.2006

Autor M.Fethullah Gülen


O livre arbítrio humano existe porque:


• Sentimos remorso quando fazemos algo errado. Pedimos o perdão de Allah pelos nossos pecados. Quando perturbamos ou injuriamos alguém, pedimos àquela pessoa para nos desculpar. Essas ações mostram que escolhemos para agir de uma forma particular. Se não pudéssemos escolher as nossas ações e fossemos compelidos a fazê-los por poder superior, por que sentimos remorso e pedimos ajuda por qualquer coisa?


• Escolhemos mover as mãos, falar, ficar em pé, ir a algum lugar etc. Decidimos ler um livro, assistirmos a televisão ou orarmos para Allah. Não somos forçados a fazer nada nem somos de alguma forma, controlados por um invisível poder superior.


• Hesitamos, raciocinamos, comparamos, avaliamos, escolhemos e então decidimos fazer algo. Por exemplo, se os nossos amigos nos convidam para irmos a algum lugar ou para fazer algo, nós nos envolvemos num processo mental e então decidimos se os acompanhamos ou não. Repetimos esse mesmo processo talvez cem vezes por dia.


• Quando é cometido um erro contra nós, algumas vezes acionamos a pessoa que cometeu o erro contra nós. A corte não atribui o crime a um compelente poder superior como o Destino, e nem nós fazemos isso. O acusado não se desculpa acusando aquele poder. As pessoas virtuosas e as malvadas, as promovidas ao mais alto nível e as que perdem o seu tempo, as que são recompensadas pelos seus bons atos ou pelo sucesso e aquelas que são punidas pelos seus crimes - tudo isso prova que cada um de nós tem livre arbítrio.



• Somente os insanos não são responsabilizados pelos seus atos. A razão humana e outras faculdades mentais requerem de nós decidirmos e agirmos livremente; os resultados vistos na nossa vida provam a verdade dessa assertiva. Sem livre arbítrio, a razão humana e as outras faculdades não têm sentido.


• Os animais não possuem nenhum poder de vontade, e assim agem sob a orientação de Allah (“instinto”, de acordo com a ciência materialista). Por exemplo, a abelha sempre constrói favos hexagonais. Uma vez que elas não possuem poder de vontade, elas nunca mesmo tentam construir favos triangulares ou um ninho. Mas nós consideramos muitas alternativas antes de agirmos ou falarmos. Somos também livres para mudar as nossas mentes, que fazemos quando confrontados com emergências ou novidades, melhor propostas. Isso também indica o nosso livre arbítrio.

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