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Falsos Argumentos Sobre a Origem da Existência I

Atualizado: 23 de ago. de 2021

As concepções medievais europeias sobre a natureza e existência do universo foram sustentadas pela autoridade da Igreja Católica. A Igreja, baseada numa Revelação Divina (a Bíblia), que tem sido alterada através do tempo, considerou a ciência moderna um desafio à sua autoridade e a visualizou com enorme hostilidade. O resultante racha entre a ciência e a Igreja aprofundou-se seriamente ao ponto das duas se tornarem irreconhecíveis. Finalmente, a religião foi relegada a um domínio de crença cega e a rituais consolativos considerados estranhos para a ciência. Assim, a ciência, logo teve de diferir da autoridade da Revelação Divina. A conta darwiniana da evolução selou e popularizou a ideia de que a existência foi auto originada e autossustentada, um processo que expandiu por si de açodo com leis que um dia poderão ser totalmente entendidos (e, portanto, de certa forma, poderiam ser manipulados) pela humanidade.


Nem todos os cientistas afirmam que as causas naturais, ou as denominadas leis da natureza, podem explicar todos os fenômenos. Antes de discutirmos esse assunto, devemos dizer que todos os profetas - não importa o local ou o tempo - concordam em como a existência se originou e é sustentada, e em todos os outros assuntos essenciais pertencentes à vida e à existência. Enquanto um número considerável de cientistas concorda com os profetas, cientistas e filósofos favoráveis ao naturalismo e materialismo diferem muito em suas explicações. Alguns atribuem criatividade e eternidade bem como a vida e a consciência, à matéria. Outros alegam que a natureza é eternamente autoexistente e que tudo pode ser explicado pelas causas e leis naturais. Outros, ainda, são incapazes de explicar a origem da vida, caiem em tais noções como o acaso e a necessidade. A próxima seção discute a impossibilidade de explicar a existência sem afirmar a existência de Deus e da Unicidade.


Natureza, Leis Naturais e Causas


• As Leis naturais possuem existência nominal e não real. São proposições apresentadas como explicações de eventos em particular ou fenômenos, e aludem a forças imaginárias inferidas do movimento ou relacionamento de eventos ou fenômenos. As leis da gravidade, de reprodução e do crescimento em organismos vivos, a atração e repulsão magnética, e outros não são entidades cuja existência não pode ser verificada por nossos sentidos externos ou instrumentos científicos. Por exemplo, por mais verdadeira que seja a lei da gravidade, podemos alegar que o universo real (aquele em que essa lei opera) tem (ou deve) acontecer por causa dela? É razoável atribuir a existência de tudo, não interferindo nos inteligentes e cônscios seres vivos, a proposições?


• As leis naturais e as causas são inferidas do movimento ou do relacionamento dos eventos ou fenômenos observados no universo. Portanto, como dependem de fatores externos, elas não são nem auto dependentes e nem autoexistentes.


• A existência do universo, bem como todos os seus eventos ou fenômenos, são contingentes. Portanto, nada nele deve existir, é igualmente possível para cada coisa existir ou não existir. Háquase um número ilimitado de células em um embrião que as partículas de alimento podem visitar. Qualquer coisa cuja existência é contingente não pode ser eterna, alguém tem que preferirpara a sua existência sobre a sua não-existência ou meramente potencial existência.


• Como todas as entidades subordinadas estão contidos no espaço e no tempo, eles têm um começo. Tudo que começa certamenteterá um fim, por isso não pode ser eterno.


• As causas naturais necessitam umas das outras para causarem um efeito. Por exemplo, uma maçã precisa de uma flor de maçãpara existir, uma flor necessita de um ramo, um ramo precisa de uma árvore, e assim por diante, da mesma que a sementenecessita de solo, ar e umidade para germinar e crescer. Cada causa é também um efeito e, a menos que aceitemos tantas deidadesquanto ao número das causas, devemos procurar uma única causa fora da corrente de causa e efeito.


• Para um único efeito existir, um número infinito de causas deve colaborar com tal coordenação e forma fidedigna que se tornem “leis naturais”. Considere isso: para existir, uma maçã requer a cooperação do ar e do solo, da luz do sol e da água, a inclinação de 23° do eixo da Terra, e as regras complexas degerminação e crescimento das sementes e plantas. Poderiam as surdas e mudas, ignorantes e inconscientes causas e leis se juntarempor si, para formar um organismo vivo? Você realmente pensaria que eles podem formar seres humanos, todos vivos e conscientes, inteligentes e responsáveis, e capazes de responder perguntas sobre suas intenções e ações?


• Uma minúscula semente possui uma enorme árvore. Um ser humano, a mais complexa criatura, cresce de um óvulo fertilizadopor um microscópico esperma. Há, por acaso, uma relação apropriada ou proporcionalidade aceitável entre causa eefeito nisso aqui? Podem, causas extremamente débeis e simples, ignorantes e sem vida resultar em muito poderosos e complexos,inteligentes e vigorosos efeitos vivos?


• Todos os fenômenos e processos naturais possuem opostos. Norte e sul, positivo e negativo, calor e frio, bonito e feio, dia e noite, atração e repulsão, líquido e congelado, vaporização e condensação, e assim por diante. O que tem um oposto, e necessita de oposto para existir e ser conhecido, não pode ser criador ou originador.


• Apesar de todas as causas para um efeito estar presente, esse efeito não se transforma sempre em existência. De modo contrário, algo acontece ou vem a existir sem qualquer causa que possamosreconhecer ou compreender como tal. Também, as mesmas causas não conseguem sempre engendrar os mesmos efeitos. Por isso que alguns cientistas rejeitam o acaso como meio de explicar coisas e eventos.


• Entre as causas, a humanidade é a mais capaz e eminente, por nós somos distinguidos com intelecto, consciência, livre arbítrio, e muitas outras faculdades e sentidos íntimos e externos e sentimentos. Mesmo assim, somos tão fracos e incapazes que mesmo um micróbio pode nos causar imensas dores. Se mesmo não temos participação na nossa existência, e não temos controle sobre os atos do nosso corpo, como outras causas possuem criatividade?


• Os materialistas tomam a conjunção dos eventos como casualidade. Se dois eventos coexistem, eles imaginam que um causao outro. Procurando negar o Criador, eles alegam o seguinte: “A água faz as plantas crescerem.” Eles nunca perguntam como a água sabe o que fazer, como faz aquilo, e que qualidades elatem que capacitar a planta crescer?Será que a água possui o conhecimento e o poder de fazer crescer as plantas? Ela conhece as leis ou as propriedades da formação da planta? Se atribuirmos o crescimento da planta a leis danatureza, nós sabemos como formar a planta? Algum tipo ou quantidade de conhecimento, vontade e poder são absolutamente necessários para criar a menor coisa. Portanto, não seria um conhecimento abrangente, e uma absoluta vontade e poder, sernecessário para fazer esse complexo, maravilhoso e miraculoso universo sobre o qual ainda sabemos muito pouco?


Considere uma flor. De onde vem a sua beleza? Quem designou a relação entre ela e os nossos sentidos de olfato e visão e a faculdade de apreciação? Podem a semente, o solo e a luz de sol, todos inconscientes, ignorantes e surdos, fazer tal coisa? Têm eles o conhecimento, o poder, a vontade de fazer mesmo uma flor, considerando apenas torná-la bonita? Podemos, nós, os únicos seres cônscios e inteligentes desse planeta, fazer uma simples flor? Uma flor pode existir somente se todo o universo existir primeiro. Para produzir uma flor, portanto, alguém precisa ser capaz de produzir o universo. Em outras palavras, seu criador deve ter absoluto poder, conhecimento e vontade. Todos esses atributos são somente de Allah.

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