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Falsos Argumentos Sobre a Origem da Existência

Atualizado: 2 de Dez de 2020

As concepções medievais Europeias sobre a natureza e existência do Universo estiveram fortemente apoiadas pela autoridade da Igreja que por sua vez dependia dos argumentos das Escrituras que há muito tempo haviam se desviado de seus verdadeiros escritos originais. Enquanto o pensamento científico moderno se desenvolvia, encontrava muita hostilidade por parte da Igreja cuja autoridade desafiava. A ruptura na cultura europeia entre a ciência e a religião se aprofundava constantemente até que as duas se voltaram irreconhecíveis. Finalmente, a religião chegou a ser vista como um domínio de crenças cegas e rituais consoladores com os quais a ciência não tinha nada a ver, e cuja autoridade na revelação Divina nunca deveria diferir.

A explicação de Darwin sobre a evolução selou e popularizou uma tendência a considerar à existência como auto originada autossustentada, um processo que resultou por si mesmo segundo as leis que, tarde ou cedo, seriam compreendidas completamente (e por tanto manejáveis até certo ponto) pelos seres humanos. Muitos cientistas — de nenhuma maneira todos — mantiveram nos princípios e na prática que as causas naturais ou as leis assim chamadas da natureza são suficientes para explicar todos os fenômenos.

Antes de passar a discutir este ponto de vista, deveríamos apontar que, de maneira distinta que os Profetas — os quais, apesar de viver em lugares e épocas diferentes, coincidiam em como se originava e se sustentava a existência além do número considerável de cientistas e filósofos que também estão de acordo com os Profetas sobre este assunto — os cientistas filósofos que favorecem as visões naturalistas e materialistas diferem muito nas suas explicações. Alguns deles atribuem a criatividade e a eternidade à matéria e atribuem a vida e a consciência a ela. Outros argumentam que a natureza é eternamente autoexistente e exigem explicar tudo pelas causas e as leis naturais. Ainda outros, incapazes de explicar a origem da vida, tentam explicar a existência com nações como a casualidade e a necessidade. Muito brevemente, discutiremos a impossibilidade de explicar a existência a menos que a existência e Unidade de Allah estejam afirmadas.

Natureza, leis e causas naturais

As leis naturais têm uma existência nominal, não real. São proporções oferecidas como explicações de aulas particulares de acontecimentos ou fenômenos, referem-se a forças imaginárias deduzidas dos movimentos ou das relações de acontecimentos ou fenômenos. A lei da gravidade ou a lei da reprodução e o crescimento nos organismos vivos ou outras leis como a atração magnética e a repulsão não são entidades cuja existência esta verificada através de nossos próprios sentidos externos ou dos instrumentos que realçam esses sentidos. Seja uma verdade ou não, acerca da lei da gravidade se poderia dizer, podemos proclamar que o Universo real (um no qual operam as leis) aconteceu (ou devia) acontecer por ela? Então é totalmente razoável atribuir a existência de alguma coisa, excluindo os seres inteligentes e conscientes, as entidades que existem só como proporções? As leis e as causas naturais são deduzidas dos movimentos ou das relações de acontecimentos ou fenômenos no universo. Por tanto são, no princípio, dependentes dos acontecimentos ou fenômenos mais do que de sua origem ou do seu Criador. Certamente, não são auto dependentes ou autoexistentes.

A existência do Universo em geral e de todos os acontecimentos ou fenômenos dentro é um grupo. É dizer que, sua existência não é absolutamente necessária — é igualmente possível para eles existir ou não. Evidentemente, existem alternativas quase ilimitadas para que qualquer partícula de uma substância que pudesse formar o elemento de formação de um embrião, se dirija a qualquer de suas células. Algo cuja existência é um grupo não pode ser eterno e precisa de alguém com o poder de escolha para preferir sua existência sobre sua falta de existência ou puramente a existência potencial.

Todas as entidades contingentes estão contidas em tempo e espaço e por tanto têm um princípio. Algo que tem um começo certamente deve também ter um final, e por tanto não pode ser eterno.

As causas naturais se necessitam mutuamente para ter um efeito. Por exemplo, uma maçã precisa de uma flor de macieira para sua existência, e esta precisa de um ramo, e o ramo uma árvore e assim sucessivamente, até chegar à semente da árvore que precisa da terra, o ar e a umidade para germinar e crescer. Cada causa é também um efeito e a menos que aceitemos tantas divindades como número de causas, devemos nos ocupar de uma só causa fora da cadeia de causas e efeitos.

Para que um só efeito comece a existir devem se unir um número infinito de causas e colaborar de uma maneira tão coordenada e confiável para que chamemos a sua operação coletiva “leis naturais”. Por exemplo, uma só maçã requer para sua existência a cooperação do ar, da terra, da luz, da água, os vinte e três graus de inclinação do eixo da terra e as complexas regras da germinação e o crescimento das sementes e as plantas. Tantas causas e leis surdas, cegas, ignorantes e inconscientes não podem se juntar por si mesmas no arrumar sutil e complexo que reconhecemos como um organismo vivo, menos todavia em um organismo vivo como o homem que não está só vivo e consciente mas também é inteligente e responsável — capaz de responder perguntas sobre suas intenções e ações.

Uma diminuta semente contém nela somente uma enorme árvore. Um ser humano, a mais complexa das criaturas, cresce procedente de um óvulo feminino fertilizado por um espermatozoide masculino microscópico. Em soma, não existe uma relação apropriada ou uma proporcionalidade aceitável entre as causas e efeitos. As causas extremamente frágeis, simples, ignorantes e inanimadas resultam em efeitos muito poderosos, complexos, inteligentes e vigorosamente vivos.

Todos os fenômenos e processos naturais têm seus opostos; polo norte e sul; polo negativo e positivo; frio e calor; beleza e feiura; dia e noite; atração e repulsão; congelamento e fusão; vaporização e condensação; etc. Algo que não tem oposto e necessita de seu oposto para existir e ser conhecido não pode ser um criador ou algo que origina.

Frequentemente testemunhamos que ainda que todas as causas necessárias para a existência de um efeito estejam preparadas, esse efeito não começa a existência, e, ao inverso, algo sucede ou começa a existir sem causas que possamos reconhecer ou entender como tais. Também, as mesmas causas nem sempre fazem os mesmos efeitos. Por isto alguns cientistas desprezam a ideia da casualidade como uma maneira de explicar as coisas e os acontecimentos no Universo.

Entre as causas, o homem é mais capaz e eminente, distinguido com o intelecto, a consciência, o poder da vontade e outras faculdades e sentidos e sensações internas e externas. Ainda assim, é tão débil e indefeso inclusive parece capaz de resistir a um micróbio e é pego nas necessidades e dores infinitas. Se o homem, sendo o mais capaz, inteligente, poderoso e consciente das causas, não tem parte no seu próprio começo da existência e nenhum controle inclusive sobre a obra de seu próprio corpo, como pode outras causas ter criatividade?

Os materialistas tomam a conjunção dos acontecimentos por uma causalidade. Dizem que, se dois eventos coexistem, eles imaginam que um causa o outro. Na sua determinação para negar ao criador fazem estas reclamações: a água faz crescer as plantas. Nunca se perguntam como a água sabe o que fazer, como o faz e quê qualidades tem que facilitar o crescimento das plantas.

A água possui o conhecimento e o poder para fazer crescer as plantas? Conhece as leis ou propriedades da formação das plantas? Ou, se atribuímos o crescimento de uma planta às mesmas leis ou à natureza, as leis ou a natureza conhecem as propriedades da formação das plantas? Enquanto alguma classe de quantidade de conhecimento, vontade e poder são absolutamente necessários para fazer o mínimo, por exemplo, construir uma cabana, escrever um artigo, não é necessário um conhecimento amplo e uma vontade e poder absolutos, para criar este universo, tão complexo, surpreendente e milagroso que na “era de informação” nosso conhecimento sobre ele é muito escasso?

Considere uma flor. Como se realiza sua beleza e quem desenhou a relação entre ela e os sentidos do olfato e vista e a faculdade de apreciação do homem? Pode a semente inconsciente, ignorante e surda, o solo ou a luz solar ter feito isto?

Eles têm o conhecimento, o poder ou a vontade sequer para criar uma flor, sem falar de fazê-la bonita? Pode o homem, único ser consciente e conhecedor sobre a terra, criar uma só flor? Uma flor só pode existir com todo o Universo em primeiro lugar: por tanto, para criar uma flor, esse deve ser capaz de produzir todo o Universo do qual ela existe, quer dizer, ter o poder, conhecimento e vontade absolutos, os quais são atributos somente de Allah.

Material e causalidade

O argumento que até aqui temos exposto frente ao ponto de vista de que as leis e causas naturais são –alto- existentes, sustentadoras, incluso em algum sentido, eternas, sustenta a verdade para as visões relacionadas que atribuem criatividade a causalidade e a material.

Se é definida segundo os princípios da física clássica, a matéria obviamente e mudável e suscetível as intervenções externas; não pode ser eterna ou capaz de originalizar. Também, a matéria é surda, cega, inanimada, ignorante, ineficaz e inconsciente; como pode ser a origem da vida sensível, o conhecimento, o poder e a consciência! ~! É evidente que algo não pode comunicar aos outros que não possuem.

Quando existe no Universo tanta evidência abundante de um ajuste, uma organização e harmonia determinada, é irracional falar de casualidade ou coincidência como sua causa. Existem 60 milhões de celulares no um corpo humano e uma só contém ao seu redor um milhão de proteínas. A possibilidade de que uma proteína exista por casualidade é infinitamente pequena. Sem alguém que tenha o poder de eleição ao preferir sua existência e o absoluto poder para criá-la, que tenha além de um conhecimento amplo para dispor suas relações com o resto de proteínas, com a célula e todas as partes do corpo e colocá-la justamente onde deve estar, a existência de uma só proteína não é possível. Enquanto admitam ao Único Allah, o Criador de todas as coisas -que as ciências encontraram seu verdadeiro rumo (um dia teriam que fazê-lo).

O seguinte experimento científico, ajudará a entender este significativo argumento:

Overbeck e seus companheiros de trabalho na Faculdade de Medicina Baylor, em Houston, estavam tratando de praticar um tipo de técnico terapêutico vendo se podiam transformar os ratos albinos em ratos de cor. Este investigador injetou um gênio essencial na produção do pigmento melanina no embrião da única célula de um rato albino. Logo reproduziram a descendência desse rato, a metade da qual levava o gene em um cromossomo procedente um cromossomo par. A Genética Mendeliana clássica lhes dizia que aproximadamente um quarto dos netos iriam levar o gene em ambos os cromossomos –seria «homozigotos» na linguagem da genética- e por tanto seria de cor.

Mas os ratos nunca tiveram a oportunidade de adquirir cor. “A primeira coisa que notamos” disse Overbeck, “foi que estávamos perdendo cerca de 25% dos descendentes na mesma semana que tinha nascido”. A explicação: O gene relacionado a melanina que seu grupo injetou ao embrião do rato albino foi inserido só em um gene completamente sem relação. Um desconhecido trecho do ADN na metade do gene arruína essa habilidade do gene para que ele leia sua mensagem. Assim que nos ratos, parece que a proteína que codificou a era improdutiva, a função que teve a proteína se arruinou, e o estômago, o coração o fígado e o baço se formaram no lugar errado. Também, de alguma maneira os rins foram danificados, e essa danificação aparentemente foi o que matou aos ratos.

Overbeck e seus colegas já localizaram o gene em um cromossomo de um dos ratos e agora estão tratando de identificar sua estrutura. Isso lhes dirá algo acerca da estrutura da proteína que o gene codifica, como trabalha a proteína, quando e onde é produzida enquanto os genes “se expressam”, ou se colocam em marcha, “o gene se expressa em todas partes, ou só o lado esquerdo do embrião, vai ao lado direito!” Overbeck se pergunta: “E quando ele se expressa!”.

Estas perguntas levaram Overbeck longe o experimento de transferência genética. Cremos que existe pelo menos cem mil genes, marca ele, assim que as probabilidades de que isto aconteça literalmente eram uma entre cem mil.

Portanto será necessário milhões de provas e custará a vida de milhões de ratos, para que este tipo de experimento seja levado a cabo com êxito. Sem dúvida, não tem prova nem erro na natureza, e qualquer semente embaixo da terra –ao menos que algum impedimento como a falta de água suficiente intervenha- germinaram e por último se converterá numa árvore. Igualmente um embrião no ventre da mãe se torna um ser vivo consciente possuindo as faculdades intelectuais e espirituais.

O corpo humano é um milagre da simetria como assim também da assimetria. Os cientistas sabem como se desenvolve um embrião no ventre para formar esta simetria e assimetria, mas são completamente ignorantes de como as partículas –as partículas que chegam ao embrião através da mãe e funcionam como blocos de construção na formação do corpo- podem distinguir entre direita e esquerda, como são capazes de determinar o lugar de cada órgão, e como se sozinhas no lugar exato de certo órgão e como entendem as reações extremamente complicadas entre as células e os órgãos, seus requerimentos. Este é um processo tão complicado que se uma só uma partícula que deverá ser, por exemplo, na pupila do olho direito fosse até o ouvido, levará ao mau funcionamento ou inclusive a morte deste ser humano.

Outro ponto concernente a este aspecto que tratamos é que todos os seres animados estão feitos nos mesmos elementos que vêm da terra, do ar e da água, são similares uns aos outros com respeito aos membros e aos órgãos de seus corpos, e ainda assim quase são completamente diferentes um do outro com respeito aos traços corporais, semblante, caráter, desejos, ambições. Esta singularidade do indivíduo é tão confiável que pode ser identificado absolutamente pelas impressões digitais que são próprias e individuais de cada indivíduo.

Como aplicamos isto! =! tem duas alterações que mencionamos no começo: se cada partícula possui quase um conhecimento infinito, a vontade e o poder de alguém que tem tão conhecimento, o poder e a vontade cria e administra cada partícula. Sem dúvida vamos mais atrás na tentativa de atribuir isto a causa, o efeito e a herança, estas duas alternativas permanecem validas.

Inclusive a existência do Universo é atribuída a alguma outra entidade além de Allah –a evolução, a casualidade, a natureza, a matéria, a coincidência ou a necessidade- ninguém pode negar que todo mestre, através de seu começo a existência, sua subsistência e a morte, um conhecimento amplo, e um poder e determinação absolutos. Como vimos no experimento que citamos antes, um só gene mal colocado e mal dirigido, pode ser suficiente para arruinar o impedir a vida. A interconexão de todas as coisas, deste as galáxias até os átomos, é uma realidade na qual cada nova entidade entra e ali deve conhecer seu lugar e função únicos.

E não existe uma demonstração além da existência e a livre operação de um conhecimento extenso, e um poder e vontade absoluta, que as partículas criadas dos mesmos componentes bioquímicos. Seriam capazes de produzir através dos ajustes mais suteis no seu modelo de relações mútuas, entidades e organismos que são únicos? É satisfatório explicar isto como herança e coincidência, vendo que tais explicações de novo se apoiam no mesmo conhecimento profundo, e poder e vontade absoluta.

Não devemos ser levados a conclusões errôneos pelo feito aparente de que tudo sucede segundo um certo programa, plano, o processo das causas. Este processo das causas é um véu espairecido sobre a mudança do universo, a corrente de acontecimentos em contínuo movimento. As “leis da natureza” que podem ser deduzidas deste processo de causas têm uma existência nominal, não uma verdadeira e concreta. A menos que atribuímos a natureza os tributos que normalmente atribuiríamos ao Criador da natureza, devemos que é em essência e realidade, um mecanismo de impressão, não um impressor, um desenho, não um desenhador, um recipiente passivo, não um agente, uma ordem, uma coleção de leis nominais, não um poder. O mesmo argumento sustenta o lugar da “natureza”, escolhamos os términos “matéria” ou (ou preferência do biólogo Francês Jacques Monod) “coincidência e necessidade”.[1]

Para entender melhor porque a causalidade é cega, surda, inerte, inconsciente, e ignorante, a natureza e as causas não podem marcar parte da existência, seria melhor que víssemos mais de perto o propósito, a harmonia e a interrelação na criação e, portanto, observar alguns simples feitos. Outra vez Morrison atrai nossa atenção com alguns destes feitos:

"O volume da Terra no seu interior, agora reduzido a dimensões muito aparentes e sua massa foi determinada. A velocidade na sua órbita ao redor do Sol é extremante constante. A rotação sobre seu eixo está exatamente determinada que uma variação de um segundo no século alteraria os cálculos astronômicos. O volume da terra tem sido mais ou menos, sua velocidade tem sido diferente, esteve mais longe ou mais perto do Sol, e esta condição diferente afetou profundamente a vida de todas as espécies, incluindo o homem!

A Terra gira sobre seu eixo em vinte e quatro horas ou ao redor de mil e seiscentos quilômetros por hora. Suponhamos que gire a cento e cinquenta quilômetros por hora. Por que não pode ocorrer algo assim? Nossos dias e noites então seriam dez vezes tão longos como agora. O Sol quente do verão então queimaria nossa vegetação ao longo de cada dia e cada couve de Bruxelas se congelaria em uma noite. O Sol, a fonte de toda vida, tem uma temperatura na superfície de 6.650 graus centígrados, e nossa Terra está bastante longe para que seu “fogo eterno” nos esquente em excesso. Se a temperatura sobe a Terra tivesse mudado por volta de cinquenta graus no decorrer de um só ano, toda a vegetação teria morrido e o homem junto a ela, ou seria carbonizado ou congelado. A Terra viaja ao redor de Sol a trinta quilômetros por segundo. Se a velocidade de dita revolução tivesse sido, digamos, a seis ou a quarenta quilômetros por segundo, estaríamos muito longe ou perto do Sol para que a nossa forma de vida existisse.

A Terra está inclinada em um ângulo de vinte e três graus. Isto nos dá nossas estações. Se não estivesse inclinada, os polos estariam em um eterno crepúsculo. O vapor d’água do oceano se moveria de norte a sul, empilhando continentes de gelo e deixando possivelmente um deserto entre o equador e o gelo.

A Lua está a 386.242 quilômetros, e as maresias duas vezes ao dia habitualmente são uma lembrança suave de sua presença. As maresias do oceano alcançam uma altura de 15 metros em alguns lugares, e inclusive a crosta da terra se inclina duas vezes ao dia até _ vários centímetros pela atração da Lua. Se nossa Lua estivesse a 1524 metros do seu lugar atual e respeitável distância, nossas maresias seriam tão enormes que duas vezes ao dia todas as terras baixas dos continentes estariam submergidas por uma corrente de água tão grande que inclusive as montanhas logo seriam erodidas, e provavelmente nenhum continente poderia ter surgido desde as profundidades o suficientemente rápido para existir hoje. A Terra se separaria por causa destes movimentos e as maresias no ar criariam furações diariamente.

Se a crosta da Terra tivesse sido três metros mais grossa, não haveria existido oxigênio, sem a qual a vida animal é impossível; e se tivesse sido uns centímetros mais profunda o oceano, o dióxido de carbono e o oxigênio haveriam sido absorvidos e a vida vegetal sobre a superfície da terra não poderia existir. Se a atmosfera teria sido muito mais fina, alguns dos meteoritos que agora ordem na atmosfera exterior, milhões cada dia, golpeariam todas as partes da Terra.

O oxigênio se encontra normalmente em 21 por cento (na atmosfera). A atmosfera em geral pressiona a terra aproximadamente num valor de 0,068 atmosferas ou 760 milímetros de mercúrio a nível do mar. O oxigênio que existe na atmosfera é uma parte desta pressão, sendo por volta de 20% do total dos componentes da atmosfera. Todo o resto do oxigênio se encontra na abertura da Terra, ou seja, 8/10 de todas as águas do mundo. O oxigênio é vital na respiração para todos os animais da Terra e é por este propósito completamente inacessível exceto o que vem da atmosfera.

A questão surge de como este elemento químico extremamente ativo escapou da combinação e ficou na atmosfera na proporção quase exata necessária para praticamente todas as coisas vivas. Se, por exemplo, no lugar de 21 por cento, o oxigênio fosse 50 por cento ou mais da atmosfera, todas as substâncias combustíveis no mundo se tornariam inflamáveis a tal grau que o primeiro golpe do raio a atingir uma árvore incendiaria o bosque, o qual quase explodiria... Se o oxigênio livre, esta _ parte em muitos milhões da substância da terra, _ fosse absorvido, toda a vida animal se deteria.

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[1] Suponhamos que tomamos dez moedas de um euro e as marquem de 1 a 10. as coloquem nos bolsos e as agitem bem. Agora tratem de pegá-las em série de 1 a 10, colocando de volta cada moeda no bolso logo de ter pegado. A probabilidade de pegar o número 1 é 1 em 10. A probabilidade de pegar a 1 e a 2 sucessivamente seria 1 em 100. A probabilidade de pegar a 1,2 e 3 sucessivamente seria de 1 em mil. A probabilidade de tirar 1, 2, 3 e 4 sucessivamente seria de 1 em 10.000. E assim sucessivamente, até que a probabilidade de tirar do número 1 do 10 sucessivamente chegaria a uma cifra incrível de uma probabilidade em 10 bilhões. O propósito de tratar com um problema tão simples é demonstrar quão enormemente as cifras se multiplicam contra a probabilidade. Tantas condições essenciais são necessárias para a vida em nossa Terra que é matematicamente um possível que todas elas podem existir numa relação apropriada pela possibilidade em qualquer terra numa época. Portanto, deve haver na natureza alguma forma de endereço inteligente. S isto certo, então deve haver um propósito (Morrison, op. cit., pág. 13).

Quando um homem respira, expira oxigênio, que é tomado pelo sangue que o distribui através de todo seu corpo. Este oxigênio queima seu alimento em cada célula lentamente a uma temperatura comparativamente baixa, mas o resultado é o dióxido de carbono e vapor de água, assim que quando se diz que um homem “suspira como um forno”, há um pouco de verdade nisso. O dióxido de carbono escapa dos seus pulmões e não é respirável exceto em pequenas quantidades. Põem-se em ação seus pulmões e dá sua respiração seguinte acumulando na atmosfera dióxido de carbono. O oxigênio é mais essencial para a vida por sua ação sobre os outros elementos no sangue assim como também em qualquer outra parte do corpo, sem o qual o processo da vida cessaria.

Por outro lado, como é bem sabido, toda a vida vegetal depende de quase toda a quantidade infinita do dióxido de carbono existente na atmosfera que, metaforicamente falando, respira. Para expressar o complicado ciclo da fotossíntese da maneira mais simples possível, imaginemos as folhas das árvores como pulmões e obtêm a energia quando a luz solar separa o dióxido de carbono em carbono e oxigênio. Em outras palavras, o oxigênio é despedido e o carbono é retido e combinado com o hidrogênio da água trazido pelas plantas desde suas raízes. Pela química “mágica”, destes elementos a “natureza” elabora seu açúcar, a celulose e outros numerosos compostos químicos, assim como frutas e flores (todos como diferentes odores, sabores, cores e formas segundo a classe da planta ou árvore). Esta infinita diferença ou variação pode ser atribuída às diminutas sementes, cegas, ignorantes e inconscientes? A planta se alimenta sozinha e produz mais alimento para alimentar a cada animal sobre a Terra. Ao mesmo tempo, a planta libera o oxigênio que respiramos e sem o qual a vida terminaria em cinco minutos. Assim que todas as plantas, os bosques, os pastos, cada pedaço de musgo, toda vida vegetal definitivamente constrói sua estrutura principal mediante o carbono e a água. Se este intercâmbio não acontecesse, a vida animal ou vegetal finalmente esgotaria praticamente todo o oxigênio ou todo o dióxido de carbono, e o equilíbrio ao ser completamente alterado, morreria toda a vida animal e a vegetal a seguiria rapidamente.

O hidrogênio deve ser incluído, ainda que não o respiremos. Sem o hidrogênio a água não existiria, e o conteúdo da água na matéria animal e vegetal é surpreendentemente grande e absolutamente essencial. Oxigênio, hidrogênio, dióxido de carbono, e carbono, unicamente em suas relações mútuas, são os principais elementos biológicos. São a mesma base na qual se apoia a vida.

Vertemos infinitas variedades de substâncias neste laboratório químico — o sistema digestivo, que é o maior laboratório do mundo — com quase desatenção total do que tomamos, dependendo do que consideramos o processo automático para nos manter vivos. Quando estes alimentos foram decompostos, digeridos e outra vez preparados, são entregues constantemente a cada uma de nossos milhões de células, num número maior que o de todos os seres humanos sobre a Terra.

A entrega individual a cada célula deve ser constante, e só aquelas substâncias que uma célula particular precisa para transformá-las em ossos, unhas, carne, cabelo, olhos e dentes são tomados pela célula apropriada. Aqui tem um laboratório químico produzindo mais substâncias que qualquer outro laboratório que a inteligência humana tenha inventado. Tem um sistema de transporte maiôs que qualquer outro método de carga ou distribuição que o mundo alguma vez tenha conhecido, tudo conduzido em perfeita ordem. Desde a infância até digamos um homem de cinquenta anos de idade, este laboratório não comete erros sérios, ainda que as mesmas substâncias com as quais trata poderiam literalmente formar mais de um milhão de espécies diferentes de moléculas –muitas delas fatais-. Quando os canais de distribuição se tornam um pouco lentos por causa de seu uso contínuo encontram debilitada a habilidade e por último a velhice.

Quando o alimento apropriado é absorvido por cada célula, todavia é isso, somente “alimento apropriado”. O processo em cada célula agora se converte numa forma de combustão, que explica o calor de todo corpo. Não pode haver combustão sem ignição. O “fogo deve ser preso”, e assim uma pequena combinação química de combustão energética controlado para o oxigênio, hidrogênio e o carbono no alimento em cada célula, produz desta maneira o calor necessário e, como desde qualquer fogo, o resultado é o vapor, de água e o dióxido de carbono. O dióxido de carbono é levado pelo sangue até os pulmões, e ali está a única coisa que o faz extrair ser alimento para viver. Uma pessoa produz cerca de um quilo de dióxido de carbono ao dia, mas por um processo maravilhoso consegue se liberar dele. Cada animal digere alimento, e cada um deve ter os processos químicos especiais que precisa individualmente. Inclusive ao observá-los com detalhes minuciosos os componentes químicos do sangue, por exemplo, se difere em cada espécie. Portanto, existe um processo especial formativo para cada um.

No caso da infecção por genros hósteis, o sistema também mantém continuamente um sistema imunitário de leucócitos, plaquetas etc. Um exército, em soma, preparado para encontrar, e por tanto pronto para vencer, aos invasores virais e bactérias e salvar a estrutura inteira do homem de uma morte prematura. Nenhuma combinação de tais maravilhas se faz ou acontece abaixo de nenhuma circunstância à ausência da vida. E tudo isto está feito em perfeita ordem, e a ordem é absolutamente contrário a casualidade".[2]

Tudo isto requer e marca alguém que conhece totalmente ao homem, com todas suas necessidades, meio ambiente e os mecanismos de seu corpo, alguém que sabe tudo e é capaz de fazer o que Ele deseja? De novo, anota Morrison o propósito parece fundamental em todas as coisas desde as leis que governam o Universo até as combinações nas criaturas vivas fazem coisas maravilhosas, mas tais máquinas são inúteis a menos que a inteligência as coloquem num movimento objetivo. Ali está inteligência que a ciência não explica, nem se atreve a dizer que é material".[3]

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[2] Morrison, ob. cit., págs., 14, 16-19, 22, 24-27, 76-77.

[3] Ibíd. 65.

As razões pelas quais Allah criou leis e causas naturais

No seguinte mundo, que é o reino de Poder, Allah executará sua vontade diretamente sem o “meio” das causas para que tudo aconteça instantaneamente, o Nome Divino, a totalmente Sábia, precisa que neste mundo, que é o reino da Sabedoria, o Poder Divino opere desde atrás de véu das causas e as leis.

Porque:

Os opostos estão mesclados neste mundo: a verdade com a falsidade, a escuridão, o bem com o mal, o branco com o preto e assim sucessivamente. Já que o homem, em cuja natureza estão arraigadas as inclinações até o bem e o mal, é provado neste mundo para ver se usará seu livre arbítrio e outras faculdades no caminho da verdade, o bem, ou de uma forma diferente. A Sabedoria Divina tem requerido que o véu das causas e das leis seja corrido diante das operações do Poder Divino. Se Allah quisesse, poderia ter exercitado os planetas com suas “mãos” de uma maneira observável para nós, ou poderia ser administrado pelos anjos a quem poderia ver abertamente, e então não estaríamos falando das leis ou das causas implícitas como a gravitação. Para comunicar Suas Ordens, poderia, sem enviar nenhum dos profetas e falar diretamente a cada indivíduo, ou para nos obrigar a crer na Sua existência e Unidade, poderia escrever Seu Nome com as estrelas sobre a face doas céus. Mas neste caso a existência terrena do homem tem sido fluente através deste mundo até o interior do próximo para encher duas poderosas lacunas do Paraíso de do Inferno.

Como os dois lados de um espelho, a existência tem dois aspectos ou dimensões, visível e material, o reino dos opostos e (na maioria dos casos) as imperfeições, e o reino espiritual que é transparente, puro e perfeito. Ali podem estar, e atualmente estão, na dimensão material, os acontecimentos e fenômenos que parecem desagradáveis ao homem. Aqueles que são incapazes de perceber a Sabedoria Divina detrás de todas as coisas podem chegar ao ponto de criticar ao Todo Poderoso por aqueles acontecimentos e fenômenos desagradáveis. Para evitar isso, Allah criou leis e causas naturais e fez um véu diante de Seus atos. Por exemplo, para que um homem não critique a Allah nem o Seu anjo da morte pela perda de seus seres queridos ou por sua própria morte, Allah colocou entre Ele mesmo e os fenômenos da morte (entre outros “agentes” ou “causas”) doenças e desastres naturais.

De novo, as causas da imperfeição essencial deste mundo de ensaios e provas, o homem encontra e sofre muitas deficiências e defeitos. Em términos absolutos, cada acontecimento e fenômeno é bom e formosos em se mesmo ou nas suas consequências. Qualquer coisa que Allah faz ou decreta é boa, formosa e justa. As injustiças, a feiura e os mais, somente são aparentes superficiais e surgem dos erros e abusos da humanidade. Por exemplo, um júri dita uma sentença injusta; mas talvez o Destino tenha permitido esse juízo por um crime que tem permanecido oculto. Qualquer coisa que lhe suceda ao homem normalmente é devida sua própria equivocação, um mal que ele mesmo tenha feito. Sem dúvida, aqueles que não tem raciocínio e juízo necessários para entender a Sabedoria Divina detrás dos acontecimentos e fenômenos, podem diretamente livre de qualquer tipo de defeito ou imperfeição.

Por tanto, para evitar que as pessoas atribuam a Allah a feiura e os maus que encontram na vida, Sua Glória e requereu que as causas e leis naturais fossem um véu diante de Seus atos, enquanto a crença na Sua Unidade demanda que essas causas e leis não sejam atribuídas a nenhuma classe de poder criativo.

Se Allah Todo Poderoso atuasse diretamente no mundo, sem o “meio” das causas e leis, o homem teria sido incapaz de desenvolver o conhecimento científico, nem sequer teria vivido um instante de vida feliz, livre dos medos e ansiedades. É graças à atuação de Allah, diante das causas e das leis naturais, que o homem é capaz de observar e estudar os modelos nos fenômenos. De outra maneira, cada acontecimento seria um milagre. A regularidade dentro da troca e da mutabilidade dos acontecimentos e fenômenos os faz compreensíveis para nós, portanto nos desperta o desejo de nos perguntar e reflexionar sobre qual é o fator principal no estabelecimento das ciências. Pela mesma razão, somo capazes, até certo ponto de planejar e resolver nossos assuntos adiantados. Consideramos como seria a vida se estivéssemos completamente indecisos acerca de se o Sol vai sair amanhã ou não”.

Quem quer que possua tais atributos como a beleza e a perfeição desejam conhecê-los e fazer que se conheçam. Allah possui a beleza e a perfeição absoluta e é independente de todas as coisas, sem precisar de nada. Também possui um amor sagrado e transcendente e por tanto um segredo sagrado por manifestar Sua Beleza e Sua Perfeição. Se manifestássemos Seus Nomes e Atributos diretamente sem o “meio” das causas e leis, os seres humanos não poderiam suportar. Os manifesta mediante as causas e leis e gradualmente dentro dos confins do tempo e o espaço para que possamos construir uma com eles, reflexionar sobre eles, e percebê-los. A manifestação gradual dos Nomes e Atributos Divinos também é uma razão para nossa curiosidade e admiração por eles.

Estes quatro só constituem alguma das razões do porquê Allah (Deus) atua através das leis e as causas naturais.

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