• CIDI

Falsos Argumentos Sobre a Origem da Existência II

Atualizado: 7 de out. de 2021

Matéria e Acaso


Nosso argumento contra as leis naturais e causas sendo de alguma forma autoexistentes, autossustentáveis e mesmo, de algum sentido, eternos, visam os pontos de vista atribuindo criatividade ao acaso e à matéria. Quer definidos de acordo com os princípios clássicos da física ou da nova física, a matéria, é obviamente mutável e suscetível às intervenções externas. Portanto, não pode ser eterna ou capaz de origem. Também, como a matéria é surda e cega, sem vida e ignorante, sem poder e inconsciente, como pode ser a origem da vida e do conhecimento, poder e consciência? Alguma coisa não pode fornecer aos outros, o que ela própria não possui. Há tão abundante evidência de arranjo proposital, organização e harmonia no universo que é irracional falar de chance ou coincidência como sua causa. Por exemplo, o corpo humano contém trilhões de células e uma única célula contém aproximadamente um milhão de proteínas. A possibilidade de uma proteína ocorrer por acaso é infinitamente pequena. Sem Alguém para preferir a sua existência e criá-la; quem tem um absoluto e compreensivo conhecimento de arranjar suas relações com outras proteínas, a célula, e todas as partes do corpo; e então colocá-la justamente onde deve estar; uma só proteína não poderia existir. A ciência pode encontrar a sua verdadeira senda somente quando seus praticantes admitirem que o Único Deus seja o Criador de todas as coisas.

Os seguintes simples experimentos científicos nos ajudam a entender seu significante argumento:


Overbeck e seus colaboradores na Faculdade de Medicina de Baylor, em Houston, estavam tentando praticar algumas técnicas de terapia genética vendo se podem converter um rato albino em rato colorido. Os pesquisadores injetaram um gene essencial para a produção do pigmento melanina num embrião da única célula de um rato albino. Mais tarde, eles descobriram que reproduziram um descendente de rato, metade com gene de um cromossomo de um par de cromossomos. A genética clássica de Mendel lhes informou que mais ou menos um quarto dos netos deve levar o gene em ambos os cromossomos – deve ser “homozigoto” na linguagem da genética e devem ser, portanto, coloridos.

Mas os ratos nunca conseguiram adquirir cor. “A primeira coisa que descobrimos”, disse Overbeck, “foi que estávamos perdendo 25% dos netos uma semana depois de nascerem.” A explicação:


O gene da dita melanina que sua equipe injetou no embrião do rato albino instalou-se completamente num gene completamente sem relação. Uma extensão não familiar de DNA no meio de um gene destruiu aquela capacidade do gene de ter a sua mensagem lida. Assim, nos ratos, isso parece que alguma proteína que o gene codificou para ser improdutiva, qualquer função a proteína tornou-se sem efeito, e o estômago, o coração, o fígado e o baço foram afetados no local errado. De alguma forma, também, os rins e os pâncreas foram danificados, e esse dano é aparentemente foi que matou os ratos.


Overbeck e seus colegas haviam já localizado o gene num cromossomo de um rato em particular e estavam tentando definir a sua estrutura. Aquilo iria dizer a eles algo sobre a estrutura da proteína que o gene codifica, como a proteína age, onde e quando é produzido à medida que o gene “se manifesta” ou se liga, “se o gene se manifesta em todo lugar, ou apenas do lado esquerdo do embrião, ou apenas do lado direito?” Overbeck imaginou: “E quando ele se manifesta?”


Essas questões levaram Overbeck para longe da experiência de transferência genética. “Pensamos que há ao menos 100.000 “Portanto, a chance de isso acontecer era literalmente uma em cem mil.” 1


Levará milhares de testes, e, portanto, milhares de ratos, para uma experiência ter sucesso. Porém, não há experiência e erro na natureza. A semente da árvore colocada no solo germina e se torna árvore, a menos que alguém a impeça de fazê-lo. Da mesma forma, um embrião cresce no útero de um ser vivo, consciente, equipado com faculdades intelectuais e espirituais.


O corpo humano é um milagre de simetria e assimetria. Os cientistas sabem como ele se desenvolve no útero. Eles não sabem como o bloco de construção das partículas que chegam ao embrião distingue entre o direito e o esquerdo, determinam a localização dos órgãos específicos, ingressam em seus lugares apropriados e entendem as relações extremamente complexas e as exigências dentro das células e dos órgãos. Esse processo é tão complexo que, se uma única partícula exigida para a pupila certa do olho, terminar na orelha, por exemplo, o embrião é danificado ou pode até morrer.


Além disso, todos os seres animados são feitos dos mesmos elementos provindos do solo, do ar e da água. São, também, similares entre si no que diz respeito a seus membros e órgãos do corpo. E, portanto, são quase completamente diferentes com respeito às feições físicas, ao rosto, ao caráter, ao desejo e à ambição. Essa diferença é tão segura que você pode ser identificado apenas pela sua impressão digital.


Como podemos explicar isso? Há duas alternativas: Ou cada partícula possui um infinito conhecimento, arbítrio e poder; ou Alguém Que, possui tal conhecimento, vontade e poder, cria e administra cada partícula. Por mais que retrocedemos numa tentativa de atribuir isso à causa e efeito e hereditariedade, essas duas alternativas continuam válidas.


Mesmo se a existência do Universo é atribuída àquele que não é Allah (isto é, evolução, casualidade, natureza, matéria ou coincidências e necessidades) não podemos negar um fato: tudo exibe, ainda assim sua existência e subsistência e morte, ambos possuem um total conhecimento compreensivo bem como um absoluto poder e determinação. Como vimos na experiência de Overbeck, um gene mal colocado ou mal dirigido pode arruinar ou acabar com a vida. A interconectividade de tudo, das galáxias aos átomos, é uma realidade em que cada nova identidade entra e por isso deve saber seu específico lugar e específica função.


Há, acaso, melhor demonstração da existência e da livre operação de um conhecimento todo compreensivo, um absoluto poder e arbítrio, que partículas com as mesmas constituições bioquímicas possam produzir, através do ajustamento mais sutil, em suas relações mútuas identidades únicas e organismos?


Não devemos ser mal dirigidos pelo fato aparente que tudo acontece de acordo com certo programa, plano ou processo de causas. Tais coisas são véus espalhados sobre o fluxo do universo, o movimento sucessivo dos eventos. As leis da natureza podem ser inferidas desse processo de causas, mas elas não têm existência real. A menos que atribuamos à natureza (ou à matéria ou à coincidência e necessidade) o que nós realmente podemos atribuir a seu Criador, devemos aceitar que é, na essência da realidade, um mecanismo de impressão e não a impressora, um desenho e não o desenhista, um recipiente passivo e não um agente, uma ordem e não o mandante, uma coleção de leis nominais e não um poder.2


Para compreendermos melhor por que essas coisas não podem ter qualquer participação na existência, vamos analisar o propósito, a harmonia e a inter-relação na criação, observando alguns fatos evidentes. Novamente, Morrison chama a nossa atenção para alguns desses:


O volume da terra está agora reduzido a uma dimensão permanente e sua massa foi determinada. Sua velocidade e sua órbita ao redor do sol são extremamente constantes. Sua rotação sobre o seu eixo é determinada tão acuradamente que uma variação de um segundo num século pode transtornar cálculos astronômicos. O volume da terra se fosse maior ou menor, ou tivesse uma velocidade diferente, estaria mais perto ou mais distante do sol, e essa condição diferente teria afetado profundamente a vida de todas as espécies, incluindo a do homem.


A terra tem uma rotação completa sobre seu eixo em 24 horas ou a uma velocidade de um mil e seiscentos quilômetros por hora. Suponha que isso mudou à velocidade de cento e cinquenta quilômetros por hora. Por que não? Nossos dias e noites seriam dez vezes mais longos de que agora. O sol quente do verão poderia queimar a nossa vegetação a cada dia e cada broto congelará a cada noite. O sol, a fonte da toda a vida, tem uma temperatura de superfície de 12.000 graus Fahrenheit e a nossa terra está suficientemente distante de tal forma que esse fogo eterno nos esquenta o suficiente e não tanto. Se a temperatura na terra mudasse somente 50 graus na média por um único ano, toda a vegetação morreria, e o homem com ela, queimada ou congelada. A terra viaja ao redor do sol na velocidade de 30 quilômetros aproximadamente por segundo. Se a velocidade dessa revolução fosse, por exemplo, 10 km/s ou 70 km/s, estaríamos ou muito longe ou muito perto do sol, para a nossa forma de vida existir.


A terra tem uma inclinação de 23 graus. Isso nos dá as estações. Se ela não tivesse inclinação, os polos estariam em eterno crepúsculo. O vapor da água dos oceanos se moveria para o norte e para o sul, acumulando continentes de gelo e deixando possivelmente um deserto entre o equador e o gelo.


A Lua dista 386.242 km da terra e as duas marés por dia são geralmente uma lembrança gentil de sua presença. As marés dos oceanos chegam a 1,5 m de altura em alguns locais, e mesmo a crosta terrestre é puxada para fora vários centímetros pela atração lunar. Se a nossa lua fosse, dizemos, 80 mil quilômetros mais distante em vez de seu presente aceitável distância, nossas marés seriam tão enormes que duas vezes por dia, toda a terra abaixa de todos os continentes ficaria submergida por ondas de água tão enormes que, mesmo as montanhas seriam logo destruídas por erosão, e provavelmente nenhum continente se ergueria das profundezas com rapidez suficiente para existir hoje em dia. A terra se fenderia com o alvoroço e as marés no ar criariam furacões diariamente.


Fosse a crosta terrestre três metros mais espessa, não haveria oxigênio, sem o qual a vida animal é impossível; fossem os oceanos alguns metros mais profundos, o dióxido de carbono e o oxigênio seriam absorvidos e a vida vegetal na superfície da terra não existiria. Se a atmosfera fosse um pouco mais fina, um dos meteoros que agora se queimam na atmosfera exterior aos milhões a cada dia atingiria todas as partes da terra.


O oxigênio ocupa geralmente 21% (na atmosfera). A atmosfera como um todo faz pressão sobre a terra a aproximadamente 1kg/cm2 ao nível do mar. O oxigênio que existe na atmosfera faz parte dessa pressão, sendo aproximadamente 0,2kg/ cm2. Todo o resto do oxigênio é preso na forma de compostos na crosta terrestre e reúne oito décimos de toda a água no mundo. O oxigênio é o alento da vida para os animais terrestres e por causa desse propósito inteiramente obtenível exceto da atmosfera.


A questão que surge é como esse elemento químico extremamente ativo libertou-se da combinação e foi deixado na atmosfera na mais exata proporção necessária para praticamente todas as coisas vivas. Se, por exemplo, em vez de 21% de oxigênio fosse 50% ou mais, da atmosfera, todas as substâncias combustíveis no mundo se tornariam inflamáveis a tal ponto que ao primeiro estrondo do relâmpago que atingir uma árvore ateará fogo na floresta, que pode explodir. Se o oxigênio livre, essa parte em muitos milhões das substâncias da terra, fosse absorvido, toda a vida animal cessaria.


Quando o ser humano respira, ele respira oxigênio que é aproveitado pelo sangue e distribuído por todo o corpo; Assim, o oxigênio queima os alimentos em cada célula muito devagar numa comparativamente baixa temperatura, mas o resultado é dióxido de carbono e vapor de água, de tal forma que quando se diz que o ser humano suspira como um forno há um toque de realidade nisso. O dióxido de carbono liberta-se em seus pulmões e não é respirável exceto em pequenas quantidades. Ele coloca os pulmões a funcionar e respira em seguido jogando o dióxido de carbono na atmosfera. Toda a vida animal assim absorve o oxigênio e joga o dióxido de carbono. O oxigênio é mais essencial para a vida devido à sua ação sobre os outros elementos no sangue bem como em outras partes do corpo, sem a qual o processo da vida poderia cessar.


Por outro lado, como é bem sabido, toda a vida das plantas depende da quase infinitíssima quantidade de dióxido de carbono na atmosfera que, assim falando, elas respiram. Para expressar essa complicado fotossintética reação química no mais simples meio, as folhas das árvores são pulmões e possuem o poder quando na luz do sol para separar este obstinado dióxido de carbono em carbono e oxigênio. Em outras palavras, o oxigênio é desprendido e o carbono é retido e combinado com o hidrogênio da água é trazido pela planta de suas raízes. Com química mágica, sem esses elementos, a “natureza” produz açúcar, celulose e numerosas outras químicas, frutas e flores (todos com diferentes cheiros, sabores, cores e formas de acordo com a espécie da planta ou da árvore. Podem essas infinitas diferenças ou variações serem atribuídos às minúsculas sementes, cegas, ignorantes e sem consciência? A planta se alimenta e produz o suficiente para alimentar cada animal na Terra. Ao mesmo tempo, a planta produz o oxigênio que nós respiramos e sem o qual a vida terminaria em cinco minutos. Assim, todas as plantas, as florestas, a relva, cada pedaço de musgo e todos os outros vegetais vivos, constroem suas estruturas principalmente do carbono e água. Os animais expelem o dióxido de carbono e as plantas expelem oxigênio. Se esse intercâmbio não ocorresse, nem a vida animal nem a vegetal poderia basicamente gastar praticamente todo o oxigênio ou todo o dióxido de carbono, e o equilíbrio sendo completamente desarranjado, um poderia murchar ou morrer e o outro poderia rapidamente segui-lo.


O hidrogênio deve ser incluído, apesar de não o respirarmos. Sem hidrogênio a água não existiria, e o conteúdo da água nas substâncias animais e vegetais é surpreendentemente grande e absolutamente essencial. O oxigênio, o hidrogênio, o dióxido de carbono e o carbono, individualmente e em suas várias relações mútuas, são os principais elementos biológicos; são a base em que a vida repousa.


Nós derramamos uma infinita variedade de substâncias nesse laboratório químico – o sistema digestivo, o maior laboratório do mundo – com quase total desconsideração do que comemos, dependendo em que consideramos o processo automático de nos conservar vivos. Quando os alimentos forem quebrados e preparados, são entregues constantemente para as nossas bilhões de células, um número maior de que todos os seres humanos na terra. A distribuição para cada célula individual deve ser constante, e somente aquelas substâncias que a célula em particular necessita para transformá-los em ossos, unhas, carne, cabelos, olhos e dentes são tomados pela própria célula. Aqui está um laboratório químico produzindo mais substâncias de que qualquer laboratório que a ingenuidade humana tem planejado. Aqui está um sistema de distribuição que o mundo nunca conheceu, tudo sendo conduzido em perfeita ordem. Desde a infância até, pode-se dizer, um homem de cinquenta anos de idade, esse laboratório não comete erros sérios, apesar de muitas substâncias com que ele trata poderia literalmente formar mais de um milhão de tipos diferentes de moléculas – muitos delas mortais. Quando os canais de distribuição se tornam, de alguma forma, lentos devido ao longo tempo de uso, encontramos habilidades débeis e idade velha.


Quando o alimento apropriado é absorvido por cada célula, continua sendo somente alimento apropriado. O processo em cada célula agora se torna uma forma de combustão, que serve para o aquecimento de todo o corpo. Você não consegue ter combustão sem ignição. Primeiro, de ser aceso, e assim (que você está suprido com ele) uma pequena combinação química que acende um fogo controlado para o oxigênio, hidrogênio e carbono no alimento de cada célula, assim produzindo o calor necessário e, como acontece com qualquer fogo, o resultado é vapor de água e dióxido de carbono. O dióxido de carbono é levado pelo sangue para os pulmões e lá ele é a coisa que o faz atrair o seu respiro da vida. Uma pessoa produz aproximadamente dois quilos de dióxido de carbono por dia, mas por um admirável processo se livra dele. Cada animal digere alimento, e cada um deve ter as químicas especiais que ele precisa. Mesmo em minuto detalha as constituições químicas do sangue, por exemplo, difere em cada espécie. Há, portanto, um processo especial formativo para cada um.


Em caso de infecção por germes hostis, o sistema também mantém continuamente um exército pronto para encontrar, e geralmente domina os invasores e salva toda a estrutura do homem de uma morte prematura. Nenhuma combinação de maravilhas faz ou pode acontecer sob qualquer circunstância na ausência da vida. E tudo isso é feito em perfeita ordem, e a ordem é absolutamente contrária ao acaso.1


Será que tudo isso requer e aponta para Um Que nos conhece perfeitamente – todas as nossas necessidades, meio ambiente e mecanismos físicos – Um Que é Onisciente e faz o que quer? Nas palavras de Morrison: “Propósito parece ser fundamental em todas as coisas, das leis que controlam o universo às combinações dos átomos que sustêm as nossas vidas. Os átomos e as moléculas nos seres vivos fazem coisas maravilhosas e constroem admiráveis mecanismos, mas tais máquinas são imprestáveis a menos que inteligências os coloquem em movimento objetivo. Há a Inteligência diretiva que a ciência não explica, nem a ciência ousa dizer que é material.”




1) Publicada em Discover, 20 de agosto 1993.

2) Suponha que você pegue dez moedas de um centavo e as marque de 1 a 10. Coloque-as em seu bolso e dá-lhes uma boa chacoalhada. Agora tente tirá-las em sequência de 1 a 10, colocando cada moeda de volta em seu bolso depois de cada tirada. A sua chance de tirar a número 1 e 2 em sucessão seria 1 m 100. A sua chance de tirar 1, 2 e 3 em sucessão seria 1 em 1000. A sua chance de tirar 1, 2, 3, e 4 em sucessão seria 1 em 10 mil, e assim por diante, ata sua chance de tirar de 1 a 10 em sucessão seria alcançar um número incrível de 1 chance em 1 bilhão.


O objeto em tratar com um problema tão simples é para mostrar como números enormes se multiplicam contra a chance. Tantas condições essenciais são necessárias para a vida em nossa terra que é matematicamente impossível que todos eles pudessem existir em relação apropriada por acaso em uma terra qualquer tempo. Portanto deve haver na natureza alguma forma de direção inteligente. Se isso é verdade, então deve haver um propósito. Morrison, Man Does Not Stand Alone (O Homem não Pode Estar Sozinho), 13.


3) Morrison, Man Does Not Stand Alone (O Homem não Pode Estar Sozinho), 14, 16=19, 22, 24-27, 76-77.


4) Morrison, Man Does Not Stand Alone (O Homem não Pode Estar Sozinho), 65.

7 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo