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A PEREGRINAÇÃO – HAJJ

“A peregrinação à Casa é um dever para com Allah, por parte de todos os seres humanos, que estejam em condições de empreendê-la; entretanto, quem se negar a isso saiba que Allah pode prescindir de todas as criaturas” (Surata Ál-Imran, 3:97).

O quinto e último pilar do Islam, o Hajj, é contemplado como uma viagem a Makka com a intenção de participar na maior assembleia humana sobre a terra. O Hajj é uma viagem sagrada desde o terreno até ao espiritual e é uma lembrança que nos encontramos em viagem neste mundo. A peregrinação a Makka, o Hajj, é a submissão completa do crente e uma oração universal, onde os crentes abandonam as suas indumentárias normais e vestem roupas simples ao ponto de todos os presentes se parecem entre si em piedade e humildade. Encontra-se descrito excelentemente nas palavras que recitam os peregrinos (talbiya) enquanto dão voltas à Caaba (a grande estrutura cúbica):

Labbayka, Allahumma labbayk; labbayka la charika laka labbayk; innal hamda wanni’ mata laka wal-mulk, la charika lak. (aqui estou, Allah meu, aqui estou ao teu serviço. Aqui estou ao teu serviço. Tu não tens semelhantes. Seguramente todos os louvores e a gratidão são para Ti tal como todo a Soberania. Tu não tens semelhantes).” “Ó Senhor nosso, concede-nos a graça deste mundo e do futuro, e preserva-nos do tormento infernal!” (Surata alBaqara, 2:201)

Quando a Caaba foi construída pela segunda vez depois de Adão pelo profeta Abraão e seu filho Ismael, que a paz esteja com eles, Allah ordenou Abraão chamar a humanidade a glorificá-lo visitando a Sua Casa (Baytullah). Essa convocatória incumbe todos os muçulmanos que podem fazê-lo pelo menos uma vez na vida.

“E (recorda-te) de quando indicamos a Abraão o local da Casa, dizendo: Não Me atribuas parceiros, mas consagra a Minha Casa para os circungirantes, para os que permanecem em pé, ou inclinados e prostrados. E proclama a peregrinação às pessoas; elas virão a ti a pé, e montando toda espécie de camelos, de todo o longínquo lugar” (Surata al-Hajj, 22:26-27)

O Hajj é um ponto de inflexão no desenvolvimento espiritual dos crentes. Visitando a Caaba, o primeiro lugar de devoção que se construiu por ordem de Allah, um peregrino conhece a Adão, o pai da humanidade; sente a felicidade que um viajante sente quando regressa ao seu lar; testemunha que as qualidades terrenas como raça, nobreza, riqueza, status, beleza, ou juventude não são mais que títulos temporais que desaparecem. Ele observará a humanidade ensaiando momentaneamente um episódio do Dia da Ressurreição, quando tivermos que responder ao Senhor nosso pelo que fizemos em vida. Esta é a razão pela qual a Caaba converte-se num “elemento fixo e de manutenção” para a humanidade a maior parte da qual adota uma vida ainda mais virtuosa depois do Hajj.

“Allah designou a Caaba como Casa Sagrada, como local seguro para os humanos” (Sura al-Maida 5:97).

Bediüzzaman Said Nursi descreve o Hajj da seguinte maneira:

O Hajj não é um ato de devoção a um nível mais integral. É a chave que abre numerosos graus da manifestação divina do Senhor do universo aos peregrinos. Revela horizontes da Grandeza Divina que eles, de outra maneira, não poderiam ver. O temor reverencial e o assombro resultante, sentimentos da majestuosidade frente ao Senhor Divino (ocasionados pelas esferas da veneração e serviço) e os níveis do jamais desprendido antes manifestos nos seus corações e imaginação (como consequência de observar os ritos do Hajj) podem ser tranquilizados 96 Um Breve Compêndio sobre o Islam repetindo só: “Allah é o Maior”. Só esta frase pode anunciar tais graus de manifestações à humanidade. (A Décima Sexta Palavra).

Uma curta descrição dos rituais Definindo concisamente, o Hajj é um repertório de rituais que se realizam em Makka e em certos recintos sagrados que se encontram à sua volta, nas primeiras duas semana de Zul-Hijja (o décimo-segundo mês do calendário muçulmano). Os peregrinos entram na área sagrada em estado de ihram, com a intenção de levar a cabo a visita enquanto se está observando certas regras. Os rituais que se realizam durante o Hajj, de fato, datam do século sétimo quando a religião tinha adotado a sua forma final. Durante o Hajj, os peregrinos comemoram a reunião do profeta Adão e Eva e o seu perdão na planície de Arafat e sobre o Monte da Misericórdia, enquanto transitam pelo mesmo caminho entre as colinas de Safa y Marwa (como Hagar, a esposa do profeta Abraão) quando desesperadamente procurou água para o seu filho Ismael. Por alto, o Hajj inclui os seguintes rituais

Ihram (purificação): entrar no estado de ihram e não fazer nada do que está proibido durante o período do Hajj (relações sexuais, discutir, vestir-se com qualquer roupa que tenha sido cozida, matar qualquer animal, cortar qualquer quantidade de pasto verde ou árvores). Os homens vestem-se com uma peça ritual confeccionada com duas peças de pano branco sem costuras.

Wacfa: ficar em Arafat até ao pôr-do-Sol do dia 9 de Zul-Hijja, a véspera do ‘id AL Adh-ha (a festa do sacrifício. Permanecer em Muzdalifa entre a alvorada e o amanhecer do ‘id AL Adh-ha pelo menos uma hora. Muzdalifa está situada cerca de 20 km de Makka e 10 km de Arafat.

Tawaf: as sete voltas ao redor da Caaba

Say: uma caminhada rápida entre as colinas de Safa e Marwa perto da Caaba.

Jamarat: lançar sete pedrinhas e cada uma das colunas de pedra (jamarat) em Mina onde o profeta Abraão recusou a Satanás

• Sacrificar uma ovelha em qualquer momento dos três dias seguintes ao ato de atirar pedras no primeiro dia do ‘id Al Adh-ha, e rapar ou cortar um pouco do cabelo dentro dos recintos de Makka. As mulheres cortam apenas um pouco do seu cabelo.