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Argumentos para a Unidade Divina

Atualizado: Jul 4

Colocado no site em 27.10.2005 Autor M.Fethullah Gülen

M.Fethullah Gülen

Todo que existe exibe a Unicidade de Deus.


Por exemplo, dos inumeráveis argumentos para a Sua existência e Unicidade, considere a vida: Ele faz tudo de uma só coisa e faz uma coisa de muitas coisas. Ele faz os incontáveis órgãos e sistemas animais de um fluido de esperma fertilizante e água. Alguém que consegue fazer isso deve ser absolutamente um Ser Onipotente. Alguém que transforma com perfeita ordem todas as substâncias contidas em inumeráveis tipos de vegetais ou alimentos animais em corpos em particular e partes do corpo, criando com eles uma única pele para cada um, certamente é Alguém Onipotente e absolutamente Onisciente.


O ar exibe Sua Unicidade.


Um maravilhoso condutor, que conduz inumeráveis sons, vozes, imagens e muitas outras coisas simultaneamente, sem confusão, e sem alguma coisa atrapalhar a outra. Isso mostra que há Alguém, sem parceiro, Que criou, controla e administra todas as coisas de acordo com a Sua Sabedoria.


O universo parece-se com uma árvore que cresceu de uma semente contendo um compreensivo programa para o ciclo de sua vida.


Tudo está intimamente interligado. Por exemplo, uma partícula na pupila do olho tem relação com os deveres para com o olho, bem como com a cabeça; os poderes de reprodução, atração e repulsão; as veias e as artérias; os nervos motores e sensoriais que fazem circular o sangue e operam o corpo; e com o resto do corpo. Isso, claramente mostra que todo o corpo, incluindo cada partícula, é trabalho de um Eterno, Onipotente Ser, e opera sob o Seu comando.


Uma molécula do ar pode visitar qualquer flor ou fruta e agir sobre ela. Se essa molécula errante não estivesse submetida e obedecendo ao comando do Absoluto e Todo Poderoso Ser, teria de conhecer todos os sistemas e estruturas de todas as flores e frutas, como elas se formam, até as suas linhas periféricas. Assim, essa molécula do ar exibe a Unicidade Divina como um sol, como o fazem suas contrapartes na luz no solo e na água. Como sabemos, a ciência diz que os blocos do edifício de tudo são hidrogênio, oxigênio, carbono e nitrogênio.


As sementes de todas as flores e das plantas frutíferas são compostas de hidrogênio, oxigênio, carbono e nitrogênio. Elas diferem somente devido ao programa depositado nelas pelo Destino Divino. Se colocarmos vários tipos de sementes num vaso de flores cheio de terra, que possui seus elementos particulares, cada planta assumirá a sua única e maravilhosa forma e figura. Se suas partículas não estivessem subjugadas e dirigidas por Alguém Que conhece cada característica, estrutura, ciclo de vida e condições de sua vida de cada coisa; Alguém, Que dota cada coisa com o que lhe é propício e necessário e para Cujo Poder tudo está submetido sem resistência; seria certamente um grande problema.


Colocadas simplesmente, sem a atividade de Allah, cada partícula do solo teria de conter “fatores imateriais” determinando todas as vidas futuras das plantas. Seria necessário também ter tantas oficinas quanto há de plantas floridas e frutíferas, assim cada uma produziria seu único item. Assim, na ausência do Deus Único, teria de haver tantas deidades quanto há partículas de solo. Tal crença é insustentável.


Cada partícula contém também duas testemunhas para a necessária existência e Unicidade do Criador. Primeiro, uma partícula pode exercer muitas significantes atividades, apesar de ser absolutamente incapaz. Segundo, agindo em conformidade com a ordem universal, cada partícula exibe uma consciência universal, apesar de não ter vida. Cada partícula testemunha através de sua própria impotência a necessária existência do Absolutamente Onipotente Ser, e agindo em conformidade com a ordem universal à Sua Unicidade.


Cada pessoa constitui numa miniatura do universo, um fruto da árvore da criação ou do universo, e uma semente deste mundo, porque cada um de nós contém amostras das mais vivas espécies.


É como se cada pessoa fosse uma gota destilada do universo, tendo o mais sutil e sensitivo equilíbrio. Para criar esse ser vivente e ser seu Senhor, requer total controle do universo. Dando isso, compreendemos que as coisas seguintes representam marcas do Criador de todas as coisas, o Majestoso Senhor do Universo: Criando da abelha doméstica um índice da maioria das coisas; inscrevendo a maior parte das feições em seres humanos; incluindo o programa para o ciclo de vida de uma árvore de figo numa minúscula semente de figo; exibindo os trabalhos de todos os Nomes Divinos manifestados através do universo no coração humano; e gravando em nossa memória, localizada num lugar do tamanho de uma lentilha, informações suficientes para encher uma biblioteca, bem como um detalhado índice de todos os eventos do universo.


Toda a vida é uma sinfonia de ajuda mútua. Exatamente como os membros e órgãos, de um corpo vivo, sistemas e células, todas as partes do universo sustentam e ajudam uns aos outros. Por exemplo, o ar e a água, o solo e o sol, trabalham juntos para que mesmo uma única maçã venha a existir. Como os componentes de uma fábrica, ou os blocos de edificação, as criaturas suportam e ajudam uns aos outros, e cooperam para encontrarem as necessidades dos outros em perfeita ordem. Juntando esforços, servem aos seres viventes. Os elementos do solo socorrem as plantas, ajudando-as a existir e sobreviver. A maior parte dos animais vive das plantas, e as pessoas vivas vivem de plantas e de animais. Assim, os elementos formam a fundação básica da constituição física do ser vivente.


Ao obedecer executar esse papel de assistência mútua, em vigor no universo – desde o sol e a lua, a noite e o dia, o inverno e o verão, para as plantas matar a fome dos animais, animais ajudando a humanidade, substâncias nutritivas ajudando crianças, e frutas e partículas de alimentos ajudando as células do corpo – eles demonstram que estão agindo através do poder de um Único, Munificente Criador, e sob o comando de um Único Sapiente Administrador.


A providência universal e os favores dessa inteligência universal estão claramente aparentes no propósito da criação de tudo.

Isso, juntamente com a mercê da compreensiva providência e a sustentação universal requerida por aquela mercê para proporcionar a todos os seres vivos alimento, formam uma marca da Divina Unicidade tão brilhante que qualquer um consegue ver e compreender isso.

Todos os seres, especialmente aqueles que estão vivos, devem satisfazer suas exigências e necessidades para continuarem vivos. Isso é verdade que o ser em questão é universal, particular, individual ou uma espécie. Mas não conseguem preencher mesmo a mais ínfima necessidade. Ao contrário, todas as suas exigências são encontradas de forma inesperada e de um inesperado lugar, com perfeita ordem e tempo, de fora apropriada, e com perfeita sabedoria. Tudo isso mostra a existência do Sapiente, do Sustentador, do Clemente e do Agraciante.


Considere o sol.

Desde os planetas até as gotas de água, fragmentos de vidro, e os cintilantes flocos de neve, um radiante efeito particular para o sol é aparente. Se você não concordar que os minúsculos sóis vistos nessas inumeráveis coisas são apenas reflexos, você deve aceitar a existência de um sol em cada pingo de água, fragmento de vidro e objetos transparentes de frente para a luz do sol. Não é isso absurdo?

Se tais imagens ou reflexos não são atribuídos ao sol, você deve aceitar a existência de inumeráveis sois em lugar de um só. É isso lógico? Da mesma, se tudo não é atribuído a Um Deus, o Absoluto e Onipotente, você deve aceitar que há tantas deidades quantas partículas no universo. Como você pode acreditar nisso?


Durante a primavera e o verão, Deus concede vida a inumeráveis plantas e espécies de animais, cada membro deles é único.


O processo é tão em ordem que não há nenhuma confusão apesar de infinitas Inter misturas. Ele “inscreve” na face dos membros individuais da Terra, de incontáveis espécies sem falta ou esquecimento, erro ou deficiência. Tudo é feito na mais equilibrada, bem proporcionada, bem ordenada e perfeita forma. Isso aponta para o Majestoso, o Onipotente, o Perfeito, o Onisciente, o Agraciante e o Belo. Aquele que possui infinito poder, infinito conhecimento, e uma Vontade capaz de controlar o universo.


Considere o que acontece durante a primavera e o verão. A quantidade das atividades divinas durante essas estações é absolutamente milagrosa em termos de extensão, velocidade e liberalidade, bem como em termos de generosidade e ordem, beleza e criação. Somente Aquele com infinito conhecimento e ilimitado poder por possuir essa “marca”. Essa marca, certamente, pertence a Um Que está em tudo lugar, apesar de não estar em nenhum lugar, presente, e visto. Nada está oculto d’Ele ou é difícil para Ele, as partículas e as estrelas são iguais paus o Seu Poder.


As sementes semeadas num campo mostram que ambos, campo e sementes pertencem ao proprietário.


Da mesma forma, os elementos fundamentais da vida (ar, água e terra) são universais e presentes em todo lugar, apesar de sua simplicidade e mesma natureza. As plantas e os animais são encontrados em todo lugar, apesar de sua essencialmente natureza similar, ou seja, as diversas condições da vida.


Tudo isso é controlado por um único Autor de milagres. Cada flor, fruta e animal são uma marca, um selo ou a assinatura daquele Autor. Onde quer que se encontrem, cada coisa proclama na língua de seu ser: “Aquele, cuja marca eu carrego, fez essa localidade. Aquele, cujo selo eu carrego, é proprietário desse lugar. Aquele, cuja assinatura eu indico, teceu essa terra.” Em outras palavras, apenas Aquele que possui os elementos em Seu Poder pode possuir e sustentar o resto das criaturas. Qualquer um pode ver que somente Aquele que exerce poder sobre as plantas e animais pode possuir, sustentar e controlar a mais simples delas.


Certamente, na linguagem da similaridade aos outros indivíduos, cada ser individual diz: “Somente aquele que possui minha espécie pode possuir-me.” Na linguagem de espalhar sobre o planeta outras espécies, cada espécie diz: “Somente aquele que possui o planeta pode nos possuir.” Na linguagem de se estar ligado ao sol e ao seu mútuo relacionamento com os céus, a Terra e os outros planetas dizem: “Somente Aquele que possui tudo pode possuir-me.” Se as maçãs fossem conscientes e alguém dissesse a uma delas: “Você é minha obra de arte”, a maçã retrucaria: “Fica quieto! Se você pudesse criar todas as maçãs, ou melhor, se você pudesse dispor livremente de todas as árvores frutífera nesse planeta e todas as dádivas do Clemente provindas do tesouro das mercês em carregamento, somente então pode alegar que me possui.”


Uma vez que cada fruta depende de uma lei de crescimento de um centro, é igualmente fácil e barato produzir uma ou muitas frutas. Em outras palavras, para múltiplos centros produzirem uma fruta seria tão difícil e caro como equipar a árvore, e produzir o equipamento necessário que um soldado exigiria todas as fábricas necessárias para suprir um exército. O ponto é claro: Quando apenas um resultado relacionado a numerosos indivíduos depende de múltiplos centros, há tantas dificuldades quanto há indivíduos envolvidos. Assim, a extraordinária facilidade vista em todas as espécies surge da unidade.


A correspondente e similaridade nas feições básicas e formas vistas em todos os membros de uma espécie, e entre todas as divisões de um gênero, prova que são o trabalho de um só Criador, porque estão “inscritos” com a mesma pena e guarda a mesma estampa. A absoluta facilidade observada em seu surgimento na existência necessária e inevitavelmente requer que eles sejam o trabalho de Um Criador. Além disso, seria tão difícil trazê-los à existência que gêneros e espécies em questão não existiriam.


Para concluir: Quando atribuídos ao Poderoso Deus, todas as coisas se tornam tão fáceis como uma coisa só. Quando atribuídos ao acaso, uma coisa se torna tão difícil como todas as coisas. Como resultado disso, a extraordinária barateza e facilidade observada no universo, bem como a infindável abundância, exibe a marca da Unicidade. Se essas abundantes e baratas frutas não fossem possuídas pelo Único, não conseguiríamos comprá-las mesmo se déssemos todo o mundo em troca. Como conseguiríamos pagar pela propositada e cônscia cooperação do solo e do ar, da água e da luz do sol, o calor solar e a semente, e muitas outras coisas que torna a existência de uma romã possível? Todos esses fatores são inconscientes e controlados pelo Único Criador, o Poderoso Allah. O custo de uma única romã ou de outra fruta qualquer é todo o universo.


A vida que manifesta a Graça Divina é um argumento e prova da Unicidade Divina, bem como uma espécie de manifestação dela.


A morte, que manifesta a Divina Majestade, é um argumento e prova da Unicidade Divina.

Por exemplo, as bolhas na superfície de um rio mostram a imagem, a luz e a reflexão, como fazem todos os objetos transparentes. Apesar do desaparecimento ocasional das bolhas (isto é, quando passam por baixo de uma ponte), a esplêndida continuação das manifestações do sol e sua ininterrupta luz, exibidas em sucessivas bolhas provam que a imagem solar (que aparecem, desaparecem e são então renovadas) provém de uma duradoura e perpétua manifestação solar de cima. Portanto, o aparecimento dessas bolhas cintilantes demonstra a existência do sol, e o seu desaparecimento mostra continuidade e unidade do sol.

Da mesma forma, estando em fluxo contínuo, testemunha demonstra através de sua existência e vida a necessidade da existência e da Unicidade do Ser Necessariamente Existente. Eles testemunham a Sua Unidade, eternidade e permanência através de sua decadência e morte. Belas e delicadas criaturas que são renovadas e reabastecidas, bem como a alteração do dia e da noite, bem como as estações e a passagem do tempo mostram a existência, a Unidade e a permanência de um elevado, perpétuo Ser com uma contínua exposição de beleza. Sua decadência e morte, juntamente com as causas aparentes de suas vidas, demonstram que as causas (materiais ou naturais) são apenas véus. Isso decisivamente prova que essas artes, inscrições e manifestações são as artes constantemente renovadas, as inscrições que mudam e os espelhos móveis de um Belo e Majestoso Ser.


Obviamente, o perfeito desenho e adorno de um palácio indica uma perfeita arte de um mestre construtor.


Isso inicia as seguintes séries de relacionamento: Atos perfeitos mostram os títulos perfeitos do construtor (que especifica sua escala), que mostra os atributos perfeitos do construtor (a origem de sua arte), que mostram as habilidades perfeitas e a sua capacidade essencial do mestre que mostra a perfeição da natureza essencial do mestre.

Da mesma forma, os trabalhos impecáveis e a arte em todos os bem-feitos seres apontam para os atos perfeitos de um Efetivo e Poderoso Agente. Esse fato inicia outra corrente: Os atos apontam para os perfeitos Nomes do Majestoso Agente, que apontam e testemunham os atributos perfeitos do Majestoso conhecido com os nomes, que apontam e testemunham a perfeição da capacidade essencial e as qualidades do Ser Perfeito, qualificado com aqueles atributos, que apontam para a perfeição do Ser Único, que tem a capacidade e as qualidades que todos os tipos de perfeição no universo são sinais de Sua Perfeição, sugestão de Sua Majestade e alusão à Sua Beleza. Elas são sombras pálidas e fracas em comparação com Sua Perfeita Realidade.

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