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Magia e Fetiçaria I

Atualizado: Jul 18

Aqueles que negam a magia e a feitiçaria o fazem ou porque não acreditam em nada relacionado à metafísica ou o que eles supõem ser conectado com religião, ou porque não têm consciência das realidades além do domínio físico. Um homem em seus cinquenta anos disse-me uma vez:


“Até o último ano eu não acreditava em magia e feitiçaria. Porém, no último ano um dos meus parentes ficou louco. Quando ele tinha um ataque, ele ficava rígido, com os olhos fixos num certo ponto. Procuramos a ajuda de todo médico, mas em vão. Finalmente, fomos ter com alguém que diz que quebrava os feitiços. Ele recitou encantamentos e fez outras coisas. No caminho de volta, o paciente perguntou num tom normal: “Onde estou? O que aconteceu comigo? Ele havia se recuperado. Agora acredito que a feitiçaria é real”.


A maioria de nós ouviu ou mesmo viu esses casos. Como o Profeta declarou que o mau olhado é um fato inegável, a feitiçaria é também uma realidade inegável. O Alcorão fala a respeito (e condena severamente) a feitiçaria praticada para causar dissidência entre casais. De acordo com o Alcorão e o Islam, a feitiçaria e a magia são como pecados e descrenças.


Enquanto a quebra de uma magia é boa, um ato meritório não deve ser adotado e praticado como uma profissão. Apesar de o nosso Profeta ter-se encontrado com os gênios, pregado o Islam para eles, e fez aliança com eles, ele nunca explicou como contatá-los ou como abortar ou quebrar uma magia. Porém, ele ensinou como os gênios se aproximam de nós e procuram nos controlar, como nos proteger contra suas maldades e como nos proteger contra o mau olhado.


A forma mais segura para nos proteger contra os maus espíritos é termos forte lealdade com Allah e Seu Mensageiro. Isso requer seguirmos os princípios do Islam estritamente. Em adição a isso, não devemos nunca negligenciar as orações, uma vez que constituem em armas contra a hostilidade, protegem-nos dos danos e nos ajudam a atingir as nossas metas.


Orar


Orar não significa ignorar e negligenciar os meios materiais no alcance das metas. Ou melhor, a oração pode ser dividida em quatro tipos. Primeiro, é aquela que alcança a Corte de Allah, de todo o universo. Por exemplo, plantas e animais oram através da língua de seu potencial para atingir plena forma e manifestar certos Nomes Divinos. Segundo é aquela que é expressa na língua dos atos naturais. Todos os seres vivos oram para Allah, o Absoluto e o Generoso, para satisfazer suas necessidades vitais, uma vez que não podem fazê-lo sozinhos. Terceiro é aquela que é feita na língua de completa impotência. A criatura que vive em dificuldades recorre ao seu Protetor Invisível com uma súplica genuína, e se volta para o seu Misericordioso Senhor. Esses três tipos de oração são sempre aceitos a menos que alguém impeça.

O quarto tipo de oração é a que praticamos. Isso também cai em duas categorias: ativa e por disposição, verbal e com o coração. Por exemplo, agir de acordo com as causas é oração ativa. Agindo de acordo com as causas, nós tentamos ganhar aprovação para os nossos pedidos, uma vez que somente Allah pode produzir o resultado. Por exemplo, arar o solo é uma oração ativa, pois envolve realmente o bater à porta do tesouro da graça de Allah. Similarmente, ir ao médico é uma oração ativa para se recuperar da enfermidade. Por essa razão, os crentes devem procurar ajuda médica quando estão doentes. Acreditar em psiquiatras deve ser preferido em caso de doença mental, uma vez que inumeráveis casos mostram que a maioria das doenças mentais não é devido a causas materiais e que terapia (física) não vão curá-los; A maior parte delas requer terapia espiritual. Esse tipo ativo de oração é geralmente aceito, pois é uma aplicação direta aos Nomes Divinos do Generosíssimo.

O segundo tipo de oração, que é feito com a língua e o coração, e é o verdadeiro. É pedir a Allah de coração por algo que não podemos obter por nós mesmos. É o mais importante aspecto e o fruto mais fino e doce é que os suplicantes sabem que Ele os ouve, está ciente do que ocorre aos seus corações, possui poder que se estende por todos os lugares, pode satisfazer todos os seus desejos e os ajuda porque Ele é Misericordioso para com os fracos e impotentes.


Orar é uma forma de adoração recompensada primordialmente na Outra Vida. Por essa razão, não devemos dizer que as nossas orações não são atendidas quando não recebemos aquilo pelo qual estamos orando. O “atendimento” de uma oração não significa que ela foi “aceita” em todas as circunstâncias. Há uma resposta para cada oração, mas a sua aceitação e resposta depende da Onisciência de Allah. Suponha uma criança doente que pede ao médico um certo tipo de remédio. O médico pode dar aquele remédio ou algo melhor, ou pode não dar nenhum remédio, especialmente se alguma razão de que aquilo irá prejudicar à criança.


Similarmente, o Todo-Poderoso Allah, o Oniouvinte e o Onividente, responde às orações de Seus servos e muda a depressão da solidão em prazer de Sua Companhia. A Sua resposta, porém, não depende de nossas fantasias; depende da Onisciência Divina, de acordo com a qual Ele ou concede o que está sendo solicitado ou o que é melhor, ou Ele nada concede. Porém, Ele responde, nós devemos orar.


Quando oramos por nós mesmos, devemos também solicitar aqueles que acreditamos que são próximos de Allah, para orarem por nós. Os companheiros frequentemente pediam ao Profeta para ele orar por eles. Como é relatado por Ibn Hanbal, Abu Daúd, At Tabaráni e Ummu Háni, uma criança insana foi levada para o Mensageiro de Allah, que a tocou e disse: “Saia, ó inimigo de Allah.” Então, ele lavou o rosto da criança e orou. A criança se recuperou. Muitos casos similares são narrados na Bíblia. O Profeta Jesus foi famoso por curar os insanos com a permissão e o poder de Allah.

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